Claude teria começado a impedir tentativas de alterar Smart TVs

Claude teria começado a impedir tentativas de alterar Smart TVs

Usuários que tentam modificar o sistema operacional de Smart TVs usando a inteligência artificial (IA) Claude, da Anthropic, estariam sendo bloqueados pela plataforma. A informação, baseada em relatos no Reddit, ainda não teve confirmação oficial por parte da empresa.

Segundo participantes do subfórum dedicado ao chatbot, a versão mais recente do modelo de linguagem Claude, Opus 5.5, estaria impedindo tentativas de engenharia reversa em televisores. A medida foi percebida há algumas semanas e dizia respeito a otimizações dos aparelhos para torná-los mais rápidos e com interface mais enxuta.

Várias publicações relatam que, ao seguir tutoriais existentes para solicitar modificações à IA, o chatbot muda para uma versão anterior do modelo, a Opus 4.8, justificando que a solicitação foi “sinalizada por mecanismos de defesa” como uma possível ameaça à segurança cibernética.

Modificar TVs é ilegal?

Até o momento, a Anthropic não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mas a decisão gerou revolta entre desenvolvedores e entusiastas. Surgiram diversas alegações ainda não comprovadas de que a companhia teria “cedido” às fabricantes para coibir essas modificações.

Modificar sistemas mais abertos, como o Android TV da Google, não é considerado, por si só, ilegal — salvo quando a alteração aponta para atividades ilícitas posteriores, como pirataria ou uso do aparelho para fraudes e outros crimes.

O antes e o depois de uma das criações de sistema operacional de Smart TV com IA. Foto: gathint/X/Reprodução

Dessa forma, a proteção aplicada pela empresa pode corresponder a um falso positivo resultante de um excesso de cautela diante de alterações de código em aparelhos — algo que a Anthropic poderia corrigir em uma atualização futura.

Como forma de contornar esse bloqueio e prosseguir com as modificações, as publicações sugerem três alternativas:

  • Usar modelos de linguagem abertos e com menos restrições a certos pedidos, como os chineses GLM, Qwen e DeepSeek;
  • No prompt, evitar termos como “engenharia reversa”, que podem acionar as proteções, optando por palavras como “modificação” ou “root”;
  • Sustentar, do ponto de vista legal, que você tem direito ao reparo por ser proprietário do aparelho, um princípio previsto em legislações de regiões como a União Europeia.

É importante destacar que, assim como em qualquer processo de reescrita de código ou operações envolvendo IAs, existem riscos e possíveis consequências negativas. Por isso, o TecMundo não recomenda essa prática nem se responsabiliza por problemas decorrentes de alterações em Smart TVs por vibe coding.

Qual é o panorama da Anthropic após o IPO da empresa? Entenda nesta matéria!

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