A segunda noite do Concurso de Quadrilhas do Grupo Especial agitou o Boa Vista Junina 2026 na segunda-feira, 15. As quadrilhas Xamego na Roça, Filhos de Macunaima, Evolução Junina, Matuta Encantá e Espantalho Junino celebraram a cultura popular, a criatividade e as tradições juninas.
De acordo com o presidente da Federação Roraimense de Quadrilhas Juninas (Ferquaj), Jonathas Rodrigues, o nível equilibrado entre as 10 quadrilhas do Grupo Especial deixa a disputa ainda mais emocionante.
“A competição tem sido muito parelha desde ontem, cada grupo com sua identidade. É uma disputa acirrada e certamente quem mais se destacar no tablado, perante o público e especialmente os jurados, será o vencedor”, afirmou.
Entusiasmo e entrega no tablado
Abrindo a programação, a quadrilha Xamego na Roça apresentou o espetáculo “Do Arraial ao Digital, Quando o Amor Sai da Tela”. Com abordagem atual e temática social, o grupo investiu em cenografia, iluminação e recursos tecnológicos para transmitir sua mensagem.
“A internet aproxima, mas também afasta. Hoje vemos famílias e casais juntos fisicamente, porém imersos no celular. Foi essa reflexão que queremos provocar na plateia”, explicou o responsável, Sabá Moura.

Logo em seguida, a Filhos de Macunaíma subiu com o tema “Entre o Poeirão e o Coração”, exibindo coreografias com giros de saia, muita animação e interação com o público. Em terceiro lugar, a Evolução Junina trouxe “O Dia em que Vitalino Desembarcou no São João para Coroar o Rei Luiz do Sertão”.
Para a noiva da quadrilha, Leila Almeida, a apresentação foi o resultado de meses de empenho dos brincantes e da equipe.

“É a sensação de missão cumprida. Foram mais de sete meses de trabalho e conseguimos realizar tudo o que planejamos para este espetáculo”, destacou.
Na sequência, a Matuta Encantá apresentou “Os Manjares que Encantam o São João”. Em homenagem ao giro da saia rodada, tradição roraimense, a quadrilha convidou o público a apreciar os sabores típicos que marcam as festas juninas.

Para a animadora e presidente Renata Barbosa, o sentimento foi de gratidão. “Nossa proposta é valorizar e enriquecer nossa cultura. E por que não falar do milho, base de tantos sabores que, ainda que consumidos o ano inteiro, têm um gosto especial em junho?”, explicou.

O encerramento do Grupo Especial ficou por conta do Espantalho Junino, com o tema “No Mundo Imaginário dos Meus Sonhos”. A história girou em torno do espantalho personagem, que nos sonhos se transforma e pode ser quem desejar, segundo o responsável Régis Silva.
Quadrilhas infantis mostram dedicação e entusiasmo
Antes das apresentações principais, a Arena Junina recebeu as quadrilhas infantis Forrozinho e Criança Caipira, que levaram alegria, comprometimento e muito carisma ao tablado. Os pequenos demonstraram, com coreografias ensaiadas, que a tradição junina segue viva nas novas gerações.

Representando o município de Mucajaí, a Criança Caipira apresentou “Maria Bonita e Lampião no Sertão Perfumado”. Thiago Brito, que há 12 anos atua no grupo, destacou o trabalho de formação realizado com as crianças.

“Exige muita dedicação, mas é extremamente gratificante. A cultura transforma vidas e nosso objetivo ao longo desses anos é formar não só dançarinos, mas cidadãos. Eu digo que eles já estão prontos para competir com adultos, tamanha é a capacidade e entrega”, afirmou.
Tradição que conquista novos públicos
Na arquibancada, esteve presente Nicoli Santos, que acompanhou a segunda noite do Boa Vista Junina com a família. Além das apresentações na Arena Junina, ela aproveitou outros espaços do Maior Arraial da Amazônia.

“Estou achando tudo muito bonito e organizado. Passei pela Praça de Alimentação e gostei da variedade e da programação. A organização merece elogios”, comentou.
Tem mais Arena Junina nesta terça-feira, 16, a partir das 20h
- Garranxê
- Amor Caipira
- Agitação
- Coração de Estudante
- Escola Forrozão




