Boa Vista Junina fortalece cultura e impulsiona economia local

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O Boa Vista Junina, a cada nova edição, reafirma-se como uma das maiores manifestações da cultura popular em Roraima e exerce um papel importante na dinamização da economia local. Conhecido como o Maior Arraial da Amazônia, o evento movimenta diversos segmentos da capital, gerando emprego, renda e oportunidades para centenas de trabalhadores e microempreendedores.

Conforme o presidente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), Dyego Monnzaho, o Boa Vista Junina é responsável por mais de 1.500 vagas de trabalho, assegurando que os recursos aplicados pela prefeitura retornem à população por meio do fortalecimento da economia regional.

Tradição que gera impacto: mais de 1.500 empregos e oportunidades para a comunidade

“Aquecemos diversas cadeias produtivas. Artistas, produtores, técnicos, cenógrafos, maquiadores, figurinistas, bailarinos, coreógrafos e muitos outros profissionais dependem desse movimento. Além disso, o comércio ambulante e a venda de alimentos e bebidas impulsionam fortemente a economia local”, ressaltou.

Sabores que movimentam a festa e impulsionam negócios

A praça de alimentação é um dos pontos mais concorridos do Boa Vista Junina, reunindo sabores que representam a pluralidade cultural do arraial. Entre os itens mais procurados estão as iguarias típicas do São João, como pamonha, canjica, milho cozido e mungunzá.

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Pamonha, canjica, milho e mungunzá: o sabor tradicional do São João

A empreendedora Pamela Dias participa do evento desde 2018, junto com o marido Igor Moraes, oferecendo um cardápio que já virou referência entre os frequentadores do arraial. Entre as opções servidas estão carne de sol na chapa, galinha caipira, picanha na chapa, vatapá de camarão, peixe à delícia, feijão-tropeiro e salpicão, pratos que atraem quem busca comida caseira durante as festas juninas.

Para Pamela, o diferencial é o preparo cuidadoso, com ingredientes selecionados e aquele tempero caseiro que conquista tanto moradores quanto visitantes.

 

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Desde 2018, Pamela Dias e Igor Moraes oferecem sabor e tradição no arraial

“Como empreendedora, o Boa Vista Junina sempre nos trouxe um retorno financeiro importante. No ano passado, faturamos cerca de R$ 27 mil e a expectativa para este ano é aumentar esse resultado. Atendemos toda a família, com pratos para todos os gostos”, afirmou a empreendedora.

O público também encontra pratos de outras regiões do Norte. O empreendedor Daniel Franco traz sabores do Pará e do Amazonas, com opções típicas como tacacá, vatapá e pirarucu à casaca, ampliando a oferta gastronômica do evento.

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Tacacá, vatapá e pirarucu à casaca levam os sabores do Norte ao arraial

“Tenho quatro anos de participação no Boa Vista Junina. Buscamos nos destacar apresentando a culinária do Amazonas e do Pará. No ano passado, nosso faturamento foi de cerca de R$ 13 mil e a meta é crescer ainda mais nesta edição”, disse ele.

Empreendedorismo ganha vitrine no Maior Arraial da Amazônia

Outra marca do Boa Vista Junina é a presença dos beneficiários da Agência Municipal de Empreendedorismo e Fomento (AME) e da Feirinha de Artesanato, que aproveitam o fluxo de visitantes para expor produtos, conquistar clientes e fortalecer seus negócios.

Dentre os expositores está a paraibana Ana Clécia, presente no Maior Arraial da Amazônia desde 2023, ao lado da filha Jade Forechi. Nesta edição, ela inaugurou a “Casa de Lampião e Maria Bonita”, um espaço temático com produtos da cultura nordestina, que vão desde redes e mantas até bolsas e jogos de mesa, entre outros artigos.

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A Casa de Lampião e Maria Bonita apresenta produtos típicos do Nordeste aos visitantes

Para dar mais autenticidade ao espaço, Ana Clécia produziu um cordel que narra sua trajetória, desde a saída da Paraíba até a construção do seu empreendimento em Boa Vista. O projeto também virou uma ação familiar: a sobrinha Ana Stephany ajuda na venda de acessórios de cabelo e roupas temáticas de São João.

De acordo com Ana Clécia, o evento foi decisivo para o crescimento do negócio. No ano passado, ela faturou cerca de R$ 20 mil durante o arraial e acredita que a edição atual trará resultados ainda melhores.

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Mais que uma loja: o espaço acolhe visitantes e valoriza as raízes nordestinas

“Neste ano, quis criar um ambiente acolhedor. Mais do que vender, desejo ouvir histórias, trocar experiências e fazer com que cada visitante se sinta em casa. A Casa de Lampião e Maria Bonita nasceu para promover acolhimento e celebrar nossas raízes”, ressaltou a empreendedora.

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