Informação, acolhimento e incentivo à procura por apoio marcaram a 3ª edição do Encontro de Mulheres, realizada nesta sexta-feira, 21, no auditório da Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SMSOP). O evento reuniu servidoras municipais numa manhã dedicada à conscientização sobre a violência doméstica e à promoção do autocuidado.
A ação faz parte das atividades do Agosto Lilás e reforça o trabalho continuado da Prefeitura de Boa Vista. Na abertura, a subcomandante da Guarda Civil Municipal, Natália Ferreira, salientou a relevância da Patrulha Maria da Penha e da articulação entre os serviços municipais para garantir proteção e atendimento às mulheres.
“O enfrentamento da violência contra a mulher requer atuação articulada entre segurança pública, assistência social, saúde, educação e outras áreas. Na Prefeitura de Boa Vista há essa cooperação entre secretarias e, hoje, pudemos apresentar o trabalho da Patrulha Maria da Penha realizado ao longo do ano no município, com reforço neste mês”, afirmou.
Para a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Nathália Cortez, encontros como esse são fundamentais para criar espaços seguros de escuta e orientação, onde as mulheres percebam que não estão sozinhas e que há uma rede preparada para acolhê‑las.
“Este encontro foi pensado para que elas se sintam cuidadas e busquem ajuda quando necessário. É um espaço de proteção, para deixar de lado preconceitos e medos. A palavra do dia é coragem e autocuidado”, destacou.
De acordo com Nathália, a informação também mobiliza as pessoas ao redor de uma mulher em situação de violência. “Só conseguimos oferecer ajuda quando alguém pede. Por isso, é importante levar cada orientação e mensagem para o dia a dia. Podemos compartilhar essas informações, apoiar uma mulher e atuar como agentes de proteção em todos os espaços em que estivermos”, completou.
Informação que fortalece
A programação teve a participação da palestrante Elen Barbosa, que refletiu sobre autoestima, valorização pessoal e a necessidade de buscar suporte diante de situações de sofrimento e violência. Ela também apresentou as ações do projeto HELP.
Houve ainda o depoimento de uma mulher atendida pela Patrulha Maria da Penha, que optou por não se identificar, e compartilhou sua trajetória de enfrentamento à violência doméstica. O relato aproximou as presentes de uma realidade vivida por muitas e ressaltou a importância da rede de proteção.
A psicóloga Maria Edilânia de Almeida também participou, abordando os efeitos emocionais da violência doméstica e a relevância do acolhimento, do fortalecimento da autoestima e da busca por apoio.
As participantes receberam orientações da delegada adjunta da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Dra. Carla Gabriella Muniz Paulain, que explicou os caminhos disponíveis para mulheres que precisam de proteção e atendimento em casos de violência doméstica.
Informação para multiplicar
Entre as presentes estava Noeme Silva, servidora da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) e estudante de Serviço Social. “Muitas mulheres ainda enfrentam violência. Ampliar esse debate e formar multiplicadoras desse tema é muito importante. Quem ainda não consegue sair dessa situação pode, com essas informações, encontrar alternativas”, afirmou.
Noeme ressaltou ainda que os conhecimentos adquiridos no encontro serão valiosos para sua futura atuação profissional. “Sou estudante de Serviço Social e, no futuro, vou trabalhar nessa área. Este tema tem grande relevância para o Serviço Social e vou poder divulgá‑lo e ajudar outras pessoas”, finalizou.




