Os moradores do bairro Equatorial começaram a receber nesta segunda-feira, 17, as primeiras ovitrampas instaladas pela Prefeitura para monitorar o mosquito Aedes aegypti em Boa Vista. Essa etapa dá continuidade à estratégia iniciada na semana passada, quando foram mapeados imóveis em 14 bairros que receberão as armadilhas.
Nas visitas, os Agentes de Combate às Endemias (ACE) instalam as ovitrampas e orientam os moradores sobre o objetivo da ação e os cuidados necessários. O monitoramento vai identificar as áreas com maior presença do mosquito para que as medidas de prevenção e controle sejam intensificadas.
Maria Silvia de Azevedo atua como ACE há quase 15 anos e integrou uma das equipes responsáveis pela instalação das armadilhas. Para ela, a adesão dos moradores é essencial para o sucesso da iniciativa.
“É uma ação que depende muito da participação dos moradores, que precisam aceitar receber a armadilha. Assim temos a garantia de identificar a origem dos mosquitos e verificar a resistência aos inseticidas que usamos. É um trabalho fundamental para entender o desenvolvimento do mosquito e saber quais áreas são mais afetadas”, destacou.
Ação em parceria com a população
Morador do Equatorial desde 2018, Matheus Vasconcelos já está acostumado a receber as equipes de endemias em sua casa. Segundo ele, o acompanhamento é regular.
“Na visita da semana passada nos explicaram como tudo iria funcionar e qual o objetivo da armadilha. Acho muito interessante, porque em muitos locais não há esse acompanhamento constante. Ter um projeto específico para controle, prevenção e redução dos riscos é muito importante”, contou.
Entre cinco e sete dias após a instalação, as palhetas colocadas dentro das ovitrampas serão retiradas pelas equipes para análise. Ao todo, 14 bairros receberão a estratégia. A escolha das áreas considerou o cenário epidemiológico e a ocorrência de casos prováveis das arboviroses transmitidas pelo mosquito, como dengue, zika e chikungunya.
Marlon da Silva mora no Equatorial há quatro anos e aceitou a instalação da armadilha em sua residência. “A gente também procura fazer a nossa parte, mantendo o espaço limpo e evitando qualquer local que possa acumular água. É um trabalho que ajuda a prevenir o mosquito e zelar pela saúde de todos”, disse.
MANTENHA OS QUINTAIS LIMPOS – Apesar do monitoramento com ovitrampas, os cuidados dentro das residências permanecem fundamentais. Por isso, a população deve manter quintais e áreas externas limpas, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir o acesso dos agentes, que sempre estarão identificados durante as visitas.
Com a coleta dos ovos será possível confirmar a presença do Aedes aegypti nas áreas monitoradas e acompanhar a distribuição do vetor no município. Essas informações ajudam a orientar e direcionar as ações de prevenção e controle.
A instalação dos equipamentos será feita de forma gradual, ampliando o monitoramento nas áreas consideradas estratégicas pela vigilância. Coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), a iniciativa integra as ações permanentes de enfrentamento às arboviroses na capital.
Paralelamente ao monitoramento, seguem as ações de prevenção e controle do mosquito, com visitas domiciliares, identificação e eliminação de possíveis criadouros e orientações à população.
Para que o trabalho obtenha resultados mais efetivos, a colaboração dos moradores também é fundamental. Manter quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir o acesso dos agentes às áreas externas são medidas simples que ajudam a evitar a reprodução do mosquito.




