Phantom Blade Zero na Gamescom Latam: uma das grandes surpresas do evento em todos os sentidos

Phantom Blade Zero na Gamescom Latam: uma das grandes surpresas do evento em todos os sentidos

Dizem que a primeira impressão é a que fica. Independentemente de onde você vem ou do que faz na vida, é sempre importante passar uma boa imagem — algo que pode ser determinante dependendo do contexto. Pelo jeito, a desenvolvedora chinesa S-Game, por trás de Phantom Blade Zero, levou esse princípio muito a sério.

Com uma hora de gameplay disponível na Gamescom Latam 2026, o jogo conseguiu convencer o público — que esperava ansioso em filas enormes — de que tem grandes chances de ser um dos melhores lançamentos de 2026. Depois daquela hora de jogo, ficou difícil largar o controle.

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Precisamos comentar sobre o estande

Antes de falar do jogo em si, vale mencionar rapidamente o espaço que a S-Game montou no evento, porque ele merece atenção à parte. Com o tema “Kung Fu Punk: Proximidade do Distante”, o estande foi dividido em três áreas: um cenário para fotos em frente a um sino cenográfico, a zona de gameplay com uma demo de uma hora e uma exposição com itens do universo do jogo.

É, de longe, um dos estandes mais bonitos da feira. Dá para perceber o cuidado que a S-Game colocou não só no jogo, mas em tudo que o cerca. Cada visitante que passa pelo estande sai com um manual físico bem elaborado, detalhando vilões, armas, controles e a lore da demo — visual de colecionador e acabamento caprichado. Pode parecer bobagem, mas é um detalhe que não só mostra o entusiasmo da equipe com o projeto, como remete aos bons tempos da E3.

Combate brutal, preciso e bonito

Embora pareça, Phantom Blade Zero não é exatamente um soulslike; ele fica em algum ponto entre esse estilo e o hack and slash. É como se Black Myth: Wukong, God of War e Sekiro tivessem se misturado — e essa combinação funciona melhor do que se imagina. O jogo exige leitura de inimigos e timing de parry típicos dos soulslikes, mas entrega fluidez e violência nos ataques dignas dos melhores hack and slashes.

Um dos melhores estandes dos últimos anos em eventos de jogos. Imagem: Derek Keller

Para quem teme jogos excessivamente punitivos, há três níveis de dificuldade, então a experiência não é exclusiva de jogadores hardcore. Dá para aproveitar a narrativa e o design sem sofrer demais, mas quem buscar o desafio completo será recompensado ao fim de cada confronto.

O jogador pode equipar duas armas primárias (na demo, usei duas Sanguines e uma Sanguine Longa) e ainda carregar mais duas armas especiais, chamadas Armas das Sombras, que consomem poder do personagem e provocam ataques mais fortes. Também é possível encadear combos — os mais poderosos usam mais Sha-Chi, uma espécie de barra de resistência presente no jogo.

Se esses chefes já aparecem na demo…

Imagine aqueles da versão final. A demo na Gamescom Latam trouxe quatro batalhas contra chefes, cada uma com identidade própria. O primeiro é Wan Jun, um adversário corpulento empunhando uma marreta enorme — o tipo de luta perfeita para introduzir o sistema de combate, mostrando o peso de cada troca de golpes tanto do jogador quanto do chefe.

Depois vem a Espadachim Escarlate, num duelo sobre o telhado de uma torre que, pessoalmente, foi minha luta favorita. Cenário e ritmo casaram com o design da personagem, que mais parecia dançar enquanto desferia golpes cruéis, lembrando cenas de filmes de artes marciais do início dos anos 2000.
 

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Wan Jun e sua poderosa marreta. Imagem: S-Game

Em seguida, encarei os Sete Discípulos do Mestre Ancião, a batalha final da demo, que trazia mais inimigos em cena e exigia atenção constante e bom controle do espaço. Após derrotá-los, surge o próprio Mestre Ancião: um chefe formado pelas almas dos discípulos, montadas como uma grande marionete. O conceito é criativo e o desafio é verdadeiro (uma pena que meu tempo de jogo acabou durante essa luta).

Uma surpresa bem-vinda

Com uma hora de gameplay, Phantom Blade Zero entrou entre as maiores promessas para o segundo semestre de 2026. O combate é gratificante, cada chefe tem personalidade, a variação de dificuldades amplia o público e a apresentação — dentro e fora da tela — revela uma ambição que merece destaque. O mercado chinês de jogos não está para brincadeira, e estou curioso para ver o que vem a seguir.

Phantom Blade Zero chega em 8 de setembro de 2026 para PlayStation 5 e PC.

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