Governo de Roraima começa o cultivo direto de feijão-caupi na Comunidade do Jabuti, em Bonfim

cultivo de feijao caupi do projeto de graos carlos vieira secom rr 4

O Governo de Roraima está ampliando o alcance do Projeto de Grãos, já consolidado com a plantação de milho verde na agricultura familiar e indígena. Agora, a iniciativa avança para a segunda safra, focada no plantio direto do feijão-caupi.

Nesta nova fase, os produtores rurais, junto aos técnicos do Iater (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural), cultivam o grão na mesma área anteriormente usada para o milho verde, sem necessidade de reaplicar nutrientes como calcário e NPK (Nitrogênio, Potássio e Fósforo), reaproveitando resíduos e utilizando apenas máquinas para o plantio.

O primeiro campo de plantio direto foi instalado na comunidade indígena do Jabuti, no município de Bonfim, abrangendo uma área de três hectares. Espera-se uma produção de 120 sacas, beneficiando 22 famílias indígenas da região, promovendo melhorias no solo para a agricultura, além de aumentar a segurança alimentar e a geração de renda.

“É um programa pioneiro no Brasil e um exemplo de sucesso que tem atraído o interesse de outros governantes, que já solicitaram informações para implementar em seus estados. A cada ano, ampliamos o apoio aos indígenas e, consequentemente, a área cultivada, garantindo segurança alimentar para as comunidades e demais produtores rurais, além de gerar renda adicional para as famílias”, explicou o governador Antonio Denarium.

De acordo com a chefe da unidade local da Coordenação Regional 3 da instituição, Nilcilene Blanco, os próprios produtores locais, inspirados pelo sucesso do plantio de milho no polo agrícola, queriam introduzir novas culturas. Assim, os técnicos do Iater sugeriram o cultivo de um dos grãos mais presentes na mesa dos brasileiros.

“Estamos novamente envolvidos neste projeto, e eles estão mostrando que podem fazer a diferença na produção agrícola, com a produtividade do milho e, agora, do feijão, que tenho certeza que será satisfatória. A expectativa é alta, pois é um projeto bastante lucrativo para os produtores indígenas e familiares também”, afirmou.

Resultados de plantios anteriores consolidam o Projeto de Grãos na comunidade

cultivo de feijao caupi do projeto de graos carlos vieira secom rr 3

Em todo o município de Bonfim, o projeto já abrangeu 270 hectares, distribuídos em sete comunidades indígenas. Somente na Comunidade do Jabuti, foram cultivados 90 hectares espalhados por nove polos, demonstrando o sucesso da iniciativa e gerando renda extra aos beneficiados.

Feliciano de Souza, coordenador do polo Jabuti e indígena da etnia Macuxi, recordou que a comunidade chegou a vender o milho produzido para o programa Mesa Brasil, coordenado pelo Sesc (Serviço Social do Comércio), com foco na segurança alimentar. A venda foi intermediada pelo PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e, segundo o agricultor, os recursos obtidos foram usados para manutenção do maquinário local.

“Estamos planejando vender esse feijão que está sendo plantado e queremos cultivar ainda mais milho. Espero que tudo dê certo e acredito nisso. O trabalho do Governo na comunidade é muito importante, pois antes não sabíamos como proceder e agora estão nos ensinando a plantar. Eu acompanhei e aprendi a adubar. Agora temos feijão também nesta área do milho”, relatou.

Jainy Magalhães, coordenadora do Iater e mestre em engenharia agrícola, explicou que, na Comunidade do Jabuti, foi priorizada a cultura do feijão, respeitando a rotatividade de culturas, que entre outros benefícios ajuda no controle de pragas e doenças.

“Com o plantio do feijão, diminuiremos a incidência de pragas e doenças no próximo ciclo, o que aumentará a produtividade do milho. Vale destacar que mantemos diversos projetos nas áreas remanescentes do Projeto de Grãos, como cultivos de café, macaxeira, capim curumim e capim canará. São variadas culturas nas áreas resultantes desse trabalho”, ressaltou.

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