A noite de encerramento do Boa Vista Junina 2026 foi de emoção e homenagens às quadrilhas que mais se destacaram na 26ª edição do Maior Arraial da Amazônia. Na sexta-feira, 19, as campeãs dos grupos Diamante e Especial voltaram ao tablado Chiquinho Santos, na Arena Junina, para reapresentar os espetáculos que lhes garantiram os títulos.
O encerramento reuniu brincantes e público em uma grande celebração das conquistas. O presidente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), Dyego Monnzaho, ressaltou o avanço do Concurso de Quadrilhas.
“Percebemos uma evolução estética muito nítida nas quadrilhas, com amadurecimento do processo criativo e resultados que se refletem nas apresentações. Tivemos um público bastante numeroso ao longo das noites e uma programação variada, com artistas locais mostrando trabalhos novos. Isso faz desta edição um sucesso no que diz respeito à qualidade artística”, afirmou.
No Grupo Diamante, o primeiro lugar ficou com a Eita Junino, seguida por Amor Caipira e Zé Monteirão. No Grupo Especial, a campeã foi Filhos de Macunaima, com Coração de Estudante em segundo e Espantalho Junino em terceiro. No Grupo Acesso, a vencedora foi Joaninha Caipira, seguida por Estrela Junina e Arrasta Pé.
As campeãs voltam ao tablado
A primeira campeã a se apresentar foi Filhos de Macunaima, que comemorou o título do Grupo Especial e a vaga garantida no Grupo Diamante em 2027. Com 11 anos de história, a quadrilha reúne brincantes de Boa Vista, São João da Baliza e São Luiz e conquistou o quarto título no Boa Vista Junina.
“Foram seis meses de muito trabalho e dedicação. A quadrilha se entregou, nossos brincantes deram um espetáculo e chegamos à apuração confiantes. Agora estamos no Diamante, entre as maiores quadrilhas de Roraima”, disse o vice‑presidente, Ricardo Bolacha.
Na sequência, subiu ao tablado a Eita Junino, vencedora do Grupo Diamante e bicampeã do Boa Vista Junina, que agora se prepara para a competição nacional no Pará. A diretora e brincante Nicolle Rabelo destacou o significado da reapresentação.
“Tenho 23 anos como quadrilheira em Boa Vista e, mesmo depois de tanto tempo, cada apresentação é uma emoção diferente. Enquanto essa chama do São João estiver acesa em mim, vou sentir muita alegria e emoção. Agora vamos buscar o bicampeonato nacional para o estado”, reforçou.
Tem quadrilheiro mirim? Tem sim, senhor!
Antes das campeãs, o público viu a quadrilha infantil Coraçãozinho, formada por crianças de 4 a 12 anos e que participou pela terceira vez do Boa Vista Junina. Segundo o coordenador, idealizador e animador Francisco Chaves, conhecido como “Shell”, a iniciativa promove o desenvolvimento social e emocional dos 36 participantes.
“O sonho dessas crianças que participam do movimento junino é subir neste tablado do Boa Vista Junina. É um trabalho que contribui muito para o convívio familiar e o desenvolvimento delas, e ficamos felizes por oferecer essa oportunidade à criançada”, contou.
Tradição que atravessa gerações
Entre o público da última noite estava Maria Lúcia Palma, que veio ao arraial acompanhada da mãe, Francisca Palma. Frequentadora do evento há muitos anos, ela voltou à Praça Fábio Marques Paracat para prestigiar as apresentações das quadrilhas.
“Acompanho o evento há muitos anos, e o mais bonito é ver a evolução das quadrilhas e como elas têm entregue verdadeiros espetáculos. Eu sempre venho porque adoro festa junina; faz parte da minha vida”, afirmou Maria.




