Desastres afetam 6,9 milhões de brasileiros entre julho e setembro

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Aproximadamente 6,9 milhões de pessoas foram impactadas por desastres em 1.035 municípios brasileiros entre julho e setembro de 2026. Nesse período, 25 pessoas perderam a vida e 87,7 mil precisaram deixar suas residências. Os danos estimados ultrapassam R$ 12,6 bilhões. Essas informações são provenientes de um levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O relatório integra o Boletim El Niño 2026/2027, que compila dados sobre decretos de situação de emergência e estado de calamidade pública. Entre as fontes consultadas está o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

O Nordeste foi a região que registrou os maiores prejuízos, totalizando R$ 5,7 bilhões. Em seguida vêm o Sudeste, com aproximadamente R$ 4 bilhões; o Sul, com R$ 1,8 bilhão; o Norte, com R$ 822,7 milhões; e o Centro-Oeste, com R$ 281,9 milhões.

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Quanto ao tipo de perdas, a CNM aponta R$ 8,8 bilhões em prejuízos privados, R$ 3,6 bilhões em prejuízos públicos e R$ 283,4 milhões relativos a unidades habitacionais. No total, foram registradas 47.888 moradias danificadas e 808 destruídas.

No que diz respeito aos serviços públicos, o abastecimento de água potável sofreu perdas de R$ 1,8 bilhão. Os prejuízos ligados à assistência médica, saúde pública e atendimento emergencial somam R$ 562,8 milhões. As obras de infraestrutura pública tiveram perdas avaliadas em R$ 557,8 milhões.

O boletim relata ocorrências de seca e estiagem, incêndios florestais, vendavais, granizo, inundações e deslizamentos em diferentes regiões do país. Esses números referem-se ao balanço divulgado pela entidade para o trimestre, mas o documento não apresenta um levantamento nacional detalhado de cada ocorrência individual.

A CNM recomenda que as prefeituras atualizem seus planos de contingência, mapeiem áreas de risco e organizem abrigos, rotas de evacuação e canais de comunicação com a população. Essas orientações estão presentes na Nota Técnica nº 12, publicada em maio de 2026.
 

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