A Nvidia não está desenvolvendo um processador de inteligência artificial (IA) destinado especificamente ao mercado chinês, ao contrário do que publicou o site The Information nesta quinta-feira (20). A fabricante esclareceu isso em um comunicado oficial.
“Atualmente, não vendemos LPUs no mercado chinês e não constam em nosso roteiro de desenvolvimento produtos LPU específicos para a China“, afirmou o comunicado enviado à Reuters.
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A reportagem original dizia ter ouvido dois funcionários da Nvidia que preferiram permanecer anônimos e que teriam afirmado que várias encomendas do referido componente já haviam sido feitas por clientes interessados.
Nvidia, IA e a China
De acordo com a matéria, o produto que a Nvidia estaria preparando seria uma unidade de processamento de linguagem, ou LPU na sigla original. Esse tipo de chip é projetado para acelerar tarefas e inferências em grandes modelos de linguagem (LLMs).
- O processador em questão seria uma variante do LPU já existente da Nvidia, que incorpora tecnologias licenciadas da parceira Groq;
- O componente incluiria modificações de software para operar em conjunto com outros processadores que não pertençam à arquitetura Vera Rubin, cuja venda é proibida na região;
- Estaria em conformidade com as restrições vigentes impostas pelo governo dos Estados Unidos, que limitam e impedem a comercialização de determinados componentes entre os dois países;
- A Reuters, que recebeu o comunicado negando a informação, também divulgou em março deste ano que a Nvidia planejava um chip de IA para o país asiático.
O lançamento teria como objetivo competir diretamente com a Huawei, a principal referência chinesa em LPUs e outros processadores nacionais para IA — mercado no qual, fora da China, a Nvidia é a líder.
Em 2025, a China proibiu empresas locais de adquirirem chips da Nvidia como medida para fortalecer seu mercado interno. A restrição foi suspensa meses depois, quando os EUA flexibilizaram a venda de determinados componentes — como o H200 — para algumas das maiores empresas chinesas de tecnologia.
No entanto, os chips mais avançados continuam proibidos de entrar na China, o que incomoda muitos profissionais do setor de IA no país. Isso aumenta a dependência do mercado por esses componentes, que, quando obtidos por vias não oficiais, têm preços exorbitantes.
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