Presidente do CMEC afirma que empreendedorismo feminino deve superar a simples sobrevivência

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“O empreendedorismo salva.” Com essa frase, Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), resumiu a relevância da atividade no painel “Quando empreender deixa de ser apenas sobreviver”, do 1º Summit Mulheres nas Profissões. “Salva uma mulher de uma violência, salva uma pessoa desempregada, salva uma mãe atípica. O empreendedorismo é o futuro do nosso país”, completou a executiva.

O empreendedorismo feminino foi um dos temas abordados no evento realizado nos dias 4 e 5 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. A iniciativa do Grupo Mulheres do Brasil reuniu lideranças para debater empreendedorismo, protagonismo profissional, saúde mental e outros assuntos ligados à participação feminina no mercado de trabalho. Além de Ana Claudia, participaram do debate Rejane Santos, fundadora da Emprega Co., e Juliana Farah, produtora rural, com mediação de Georgia Nunes, do Sebrae Nacional.

A presidente do CMEC ressaltou a importância de transformar negócios criados por necessidade em empresas estruturadas e com visão de futuro. “A mulher precisa primeiramente se reconhecer como empreendedora. Depois, deixar de se ver como alguém que empreende por necessidade para se enxergar como empresária”, afirmou.

De acordo com Ana Claudia, é fundamental fortalecer a autoestima feminina, desenvolver a capacidade de gestão financeira e estabelecer metas realistas para os negócios em diferentes setores. “A mulher precisa ser gestora do seu próprio negócio. Mesmo que outra pessoa administre, ela precisa saber o que está sendo feito com o seu dinheiro. Muitas começam a lucrar, mas não acompanham o desfecho da história, e daí surgem os problemas”, explicou.

O painel também abordou a necessidade de ampliar as condições para que os negócios liderados por mulheres possam crescer, em um cenário de aumento da participação feminina na criação de empresas e mudança no foco das políticas de apoio. Entre os pontos discutidos estiveram acesso ao crédito, capacitação, networking, inovação, abertura de novos mercados, fomento e geração de empregos.

Para Ana Claudia, quando a mulher se sente fortalecida e ocupa seu espaço, ela consegue avançar para posições de decisão. A presidente do CMEC também destacou o Projeto de Lei da Autoestima da Mulher, elaborado com as coordenadoras do conselho, como uma iniciativa direcionada a acelerar essa transformação.

O CMEC participou da programação por meio de Ana Claudia Badra Cotait, reforçando o compromisso da entidade no apoio ao empreendedorismo feminino e na capacitação de mulheres.

O CMEC

O Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura foi criado em 2002 com o objetivo de integrar lideranças femininas em todo o país. Atualmente, a rede atua em todas as regiões do Brasil, com presença em mais de mil municípios e alcance superior a 100 mil mulheres. Além do vínculo com a CACB, a organização também está ligada à Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e à Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

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