No aniversário de 136 anos de Boa Vista, os espaços públicos mostram uma cidade que incorpora o lazer e a qualidade de vida à sua identidade. Praças, parques e atrativos turísticos ajudam a revelar a história de uma capital que se expande sem abrir mão do convívio entre as pessoas.
No Complexo Ayrton Senna, durante todo o dia, corredores compartilham as pistas com ciclistas, famílias aproveitam as áreas interativas e se reúnem nas lanchonetes. Até os animais de estimação são contemplados: o local dispõe de uma cabine de hidratação para frequentadores e seus pets.
Para quem busca contato com a natureza, o Parque Ecológico Bosque dos Papagaios, no bairro Paraviana, oferece uma experiência distinta. O espaço dedicado à proteção e preservação da biodiversidade amazônica convida visitantes a caminhar ou pedalar por trilhas rodeadas pela vegetação nativa. Aberto ao público de terça a sexta-feira, exceto em feriados e pontos facultativos, funciona das 8h às 18h. Aos sábados e domingos, o atendimento ocorre das 8h às 12h e das 14h às 18h.
Para contemplação, o Mirante Edileusa Lóz proporciona uma visão panorâmica de Boa Vista e do Rio Branco. Esse cartão-postal permite enxergar a cidade por um novo ângulo: do alto, percebe-se como áreas verdes, bairros, avenidas e o Rio Branco se articulam para formar uma capital que cresce junto com seus moradores.
O observatório tem 120 metros de altura e é o ponto de observação mais alto da capital. A parte superior do mirante possui 250 m² e fica a 93 metros de altura. O local funciona de quarta a domingo, das 15h às 21h. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados por meio do site www.miranteedileusaloz.com.br.
Às margens do Rio Branco, a Orla Taumanan — cujo nome significa “paz” na língua macuxi — reflete o clima vivido por quem passeia pelo local, aprecia o pôr do sol ou participa de atividades culturais. A vista para a Ponte dos Macuxi e para a Praia Grande compõe um dos cenários mais emblemáticos de Boa Vista.
Mas talvez nada represente tanto Boa Vista quanto suas praças. São 74 espaços distribuídos pelos bairros. Foi em um desses ambientes que a paulista Maria José de Sousa Salles se encantou ao visitar a cidade.
“Boa Vista é bonita e limpa. Aqui é totalmente diferente de São Paulo. Posso vir com toda a família tranquilamente, me sentar numa praça, fazer um lanche e conversar. Ver pessoas fazendo piquenique é algo muito difícil de encontrar em uma cidade grande”, conta.
Na Praça Jorge Manoel da Silva, conhecida como “Mirandinha” e situada no bairro Caçari, Jaqueline Teixeira também reuniu a família para celebrar o aniversário da mãe. “Trouxemos uma canga, um lanche e fizemos um piquenique. É uma praça segura, agradável, bonita e sempre cheia de famílias. A gente se sente muito à vontade para comemorar momentos especiais aqui”, disse.
O investimento em espaços públicos chega também às primeiras idades. Inaugurado neste ano, o Complexo da Primeira Infância Missionária Pauline Suellen da Silva Andrade integra educação, lazer e sustentabilidade ambiental em um único local, reunindo escola, jardim filtrante e praça, e reforçando uma política pública voltada ao desenvolvimento das crianças desde os primeiros anos.
A promoção da qualidade de vida segue com a Academia Aberta, projeto que oferece aulas gratuitas em diferentes praças da cidade. A iniciativa incentiva a prática regular de atividades físicas e transforma os espaços públicos em locais de convivência e cuidado com a saúde.
Já a Praça de Eventos Aderval da Rocha Pereira demonstra como esses espaços também fortalecem a cultura. Ao longo do ano, recebe apresentações e grandes eventos, como o tradicional Natal da Paz, reunindo milhares de pessoas em celebrações que movimentam a economia, o turismo e a vida cultural da capital.
“São nesses lugares que a cidade acontece todos os dias. E talvez seja justamente esse o maior presente de Boa Vista para quem vive aqui: oferecer espaços que aproximam pessoas, valorizam a natureza e fazem da convivência uma das marcas mais fortes da capital roraimense”, destacou o secretário municipal de Conservação Pública, Lindonir Barreto.



