O glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo e costuma evoluir de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais.
A doença causa lesões no nervo óptico, responsável por transmitir ao cérebro as informações captadas pelos olhos. Quando esse nervo é comprometido, pode haver perda progressiva da visão. O grande desafio é que muitos pacientes só percebem o problema quando a doença já está em estágio avançado.
Nesta quinta-feira, 12, é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Glaucoma e a Sesau (Secretaria de Saúde) reforça a importância de consultas oftalmológicas regulares para identificar a doença precocemente e evitar danos permanentes à visão.
“É importante falarmos sobre o glaucoma porque ele é a principal causa de cegueira no mundo, e a visão perdida por glaucoma não pode ser recuperada — trata‑se de uma perda irreversível. Portanto, quando diagnosticamos o glaucoma e conseguimos instituir um tratamento que controle a doença, estamos preservando a visão do paciente; quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento corretos, menor o risco de cegueira”, afirmou a médica oftalmologista especialista em glaucoma, Louise Gonçalves.
Embora não tenha cura, o glaucoma tem tratamentos e pode ser controlado quando detectado a tempo. Conforme o tipo e o estágio da doença, o tratamento pode incluir colírios, procedimentos a laser ou cirurgia.
“Precisamos lembrar que existem pessoas com maior risco de desenvolver a doença: quem tem parente de primeiro grau com glaucoma, quem apresenta pressão intraocular elevada, afrodescendentes, diabéticos, pacientes míopes — especialmente os de alta miopia —, quem faz uso prolongado de corticoide, aqueles com síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, portadores de enxaqueca e pessoas acima de 40 anos”, destacou.
A recomendação é que a população mantenha consultas regulares com o oftalmologista, especialmente a partir dos 40 anos ou na presença de fatores de risco, garantindo diagnóstico precoce e cuidado adequado da saúde ocular.
“A consulta oftalmológica é a porta de entrada para um exame completo: avaliamos os olhos como um todo e, quando há suspeita, iniciamos uma investigação mais aprofundada e solicitamos exames específicos para glaucoma”, ressaltou a médica




