A Microsoft está testando um recurso capaz de tornar a inicialização de programas consideravelmente mais rápida no Windows 11, eliminando as reclamações relacionadas ao tema. Em alguns casos, a abertura dos apps chega a ser até 70% mais rápida.
Denominada “Low Latency Profile”, ou “Perfil de Baixa Latência”, em tradução livre, a novidade foi descoberta pelo site Windows Central e divulgada nesta quinta-feira (7). A ferramenta faz parte do projeto Windows K2, que tem como objetivo melhorar o desempenho geral e a capacidade de resposta do sistema.
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Aumentando o desempenho da CPU
Para acelerar a inicialização dos apps, a funcionalidade em teste faz a CPU operar em sua frequência máxima, algo incomum. Contudo, isso acontece apenas por curtos períodos, com duração entre um e três segundos.
- Ela é acionada automaticamente quando há uma tarefa de alta prioridade a ser executada, como abrir um app, o menu Iniciar ou outro menu suspenso do Windows 11;
- A publicação afirma que o tempo de inicialização apresenta ganhos de até 40% em programas nativos como o Edge e o Outlook;
- Já para o menu Iniciar e os menus de contexto do sistema, a velocidade pode ser até 70% maior do que o normal;
- Muitos apps desenvolvidos por terceiros também podem aproveitar esse benefício, deixando o sistema mais fluido.
O uso máximo da CPU costuma ser associado a problemas para o computador, como aumento de temperatura, queda de desempenho e consumo elevado de energia. Em notebooks, a bateria dura menos, comprometendo a autonomia se não houver tomada por perto.
Mas, segundo o relatório, o aumento de desempenho em intervalos muito curtos e de forma ocasional traz mais benefícios do que prejuízos. Os impactos na bateria e na temperatura seriam mínimos.
Quando estará disponível?
No momento, o Perfil de Baixa Latência ainda está em fase inicial de desenvolvimento, o que significa que pode ser alterado até a versão final. Uma possível mudança é na forma de ativação.
Atualmente executado automaticamente e sem qualquer botão para desativá-lo, o recurso pode passar a ser opcional, por exemplo, caso o usuário se incomode com o uso de CPU em 100% na sua máquina.
Quanto à disponibilidade para o público em geral, ainda não há informações concretas, mas estima-se que o lançamento ocorrerá ainda em 2026.
Continue no TecMundo e relembre mudanças recentes feitas pela Microsoft para corrigir problemas no Windows 11.




