A agricultura tropical desempenha um papel crucial no enfrentamento das mudanças climáticas, uma vez que sua
Dentro desse cenário, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), ampliou a discussão da agricultura no contexto internacional ao conectar adaptação, transição justa e uso da terra com a realidade produtiva de regiões tropicais. O evento solidificou a compreensão de que a transição climática deve basear-se em soluções práticas, e não apenas em compromissos globais abstratos.
Durante as discussões, ficou claro que a agenda internacional avança quando integra a produção alimentar como parte da resposta às transformações climáticas. “A agricultura passou a ser vista não apenas como um setor vulnerável, mas como um agente de soluções, especialmente quando associada a práticas regenerativas que podem recuperar áreas produtivas, aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas e promover o desenvolvimento econômico em uma escala territorial”, observa Marcon.
Para o CEO da ORÍGEO, a Conferência foi fundamental para aprimorar essa visão no debate global. Segundo Marcon, o encontro global reforçou que a transição climática precisa levar em conta as particularidades da produção agrícola em ambientes tropicais. “Os trópicos oferecem tanto desafios significativos quanto oportunidades concretas. A agricultura regenerativa possibilita transformar áreas produtivas em sistemas mais resilientes e eficientes”, afirma.
A ORÍGEO acompanha atentamente os debates internacionais porque reconhece que decisões globais sobre clima e sustentabilidade influenciam diretamente a dinâmica produtiva no campo brasileiro, especialmente na implementação de práticas regenerativas e de baixo carbono.
Um dos temas em destaque na COP30 foi a Transição Justa, que passou a enfatizar a necessidade de criar condições reais para que os produtores adotem práticas sustentáveis. O debate sublinhou a importância da assistência técnica, acesso a financiamento e inclusão produtiva como bases para a viabilidade e legitimidade social das transformações nos sistemas agrícolas. Na visão de Igor Borges, responsável por sustentabilidade na ORÍGEO, a agricultura regenerativa é central nesse processo. “Quando o solo é considerado um ativo estratégico, a produção agrícola se torna parte da solução, gerando benefícios ambientais e produtivos”.
O debate sobre adaptação também teve um impulso no Pará, com a indicação de que os investimentos devem priorizar iniciativas que restauram
Entre os legados da Conferência, a AgriZone – espaço criado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – foi o palco para apresentar soluções agrícolas de baixo carbono. A UPL, acionista da ORÍGEO, trouxe para o debate internacional, através da Agrosfera e da campanha global #AFarmerCan, exemplos concretos de agricultores que já adotam práticas regenerativas, incluindo produtores clientes da ORÍGEO como Bruno Franciosi, Rodrigo Loureiro e Gilmar Dell Osbel.
| Rafael Iglesias
Texto Comunicação Corporativa |


