Com a proposta de resgatar brincadeiras populares e conscientizar as crianças sobre o uso equilibrado de telas e dispositivos eletrônicos, cerca de 270 alunos da Escola Municipal Centenário, no bairro Aparecida, participaram na tarde desta segunda-feira (8) do espetáculo infantil “Sai da Tela, Vem Brincar!”.
O espetáculo, apresentado pelas palhaças Caramela e Pitchula, levou ao público infantil uma programação repleta de atividades lúdicas, brincadeiras tradicionais, técnicas circenses e muita interação. Com linguagem divertida e participativa, a apresentação ofereceu momentos de aprendizado, integração e valorização da cultura popular.
Segundo a coordenadora pedagógica da unidade, Leila Barroso, a iniciativa vai além do entretenimento ao estimular a socialização e o desenvolvimento infantil por meio de brincadeiras presenciais.
“Estamos recebendo o espetáculo pela primeira vez. A proposta reforça a importância das atividades presenciais para o desenvolvimento das crianças, incentivando-as a fazer amizades, afastarem-se um pouco das telas e interagirem mais com os colegas. Além disso, é uma ação inclusiva, que conta com audiodescrição para os alunos”, destacou.
Arte e conscientização nas escolas
A atriz, bailarina e artista circense Nathana Lindey, de 33 anos, intérprete da palhaça Caramela, explicou que o projeto foi contemplado pela Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o que possibilitou a circulação do espetáculo pelas escolas municipais.
Com mais de dez anos de trajetória artística e integrante da companhia Criart Teatral, Nathana também é professora de Educação Física na Escola Municipal Maria de Fátima Faria Andrade, onde idealizou o projeto e realizou a primeira apresentação. Sua experiência na educação contribuiu diretamente para a construção da proposta pedagógica, que combina arte, movimento e aprendizado de forma lúdica e interativa.
“Nossa intenção é incentivar as crianças a deixarem um pouco o celular de lado e redescobrirem brincadeiras tradicionais, como pega-pega, elástico e pula-mula. Queremos mostrar que é possível se divertir, fazer amizades e viver experiências muito legais sem depender das telas”, afirmou.
Aprendizado e interação entre os alunos
A receptividade entre os estudantes foi imediata. A aluna Mariana Ericeira, de 10 anos, acompanhou a apresentação ao lado do colega Frayner Alejandro, também de 10 anos, e aproveitou para compartilhar uma brincadeira tradicional.
“Gostei muito da apresentação das palhaças. Ensinei ao meu colega a brincadeira de mão, do soco-soco, bate-bate. Eu gosto dessas brincadeiras porque a gente se diverte sem precisar do celular”, contou.




