Interferências nos sistemas de navegação por satélite aumentaram de forma significativa em meio ao conflito entre Estados Unidos, Israel e o Irã, causando congestionamento de petroleiros no Oriente Médio. A circulação no Estreito de Ormuz ficou praticamente paralisada.
Tradicional rota de navios petroleiros, a área perdeu o sinal de GPS desde a intensificação das ações no sábado (28). Segundo a empresa de inteligência marítima Windward, mais de 1,1 mil embarcações foram afetadas, com seus sistemas indicando posições incorretas.
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Risco crítico para navios no Estreito de Ormuz
De acordo com a análise, os níveis de interferência eletrônica nessa região do Oriente Médio estão “muito acima da média”. Isso tornou a navegação local extremamente perigosa.
- O relatório identifica dois tipos principais de ataques registrados nos últimos dias: bloqueio de sinal (jamming) e falsificação (spoofing);
- No bloqueio, sinais de satélite são sobrecarregados, impedindo que os sistemas forneçam dados de posicionamento precisos;
- No caso da falsificação, sinais fraudulentos são emitidos, fazendo com que navios apareçam em locais diferentes dos reais no mapa, o que eleva o risco de colisões;
- Esses ataques também aumentam a probabilidade de encalhes e vazamentos de petróleo.
Com as perturbações no GPS, algumas embarcações chegaram a ser registradas em aeroportos, em uma usina nuclear e em áreas terrestres, aparecendo em localidades do Irã, Omã e Emirados Árabes Unidos. A empresa identificou ao menos 21 novos pontos de interferência na região recentemente.
Normalmente, esses tipos de ataque são empregados em zonas de conflito para comprometer a navegação de drones e mísseis, dificultando a localização de alvos. A mesma área já registrou problemas semelhantes em julho do ano passado, durante lançamentos de mísseis entre Israel e Irã.
Viagens aéreas também foram impactadas
Além de drones, mísseis e navios, a falha pode afetar aviões, celulares e outros serviços que dependem de navegação por satélite. Voos comerciais nas proximidades chegaram a sofrer interrupções de sinal.
Segundo a Spirent Communications, centenas de voos experimentaram algum tipo de interferência, principalmente spoofing, mesmo com o conflito tendo levado à redução das operações aéreas na região.
“Diante da atual ameaça aérea e dos desafios adicionais à navegação causados pela congestão, a integridade posicional degradada atua como um amplificador de risco, aumentando a probabilidade de incidentes ou erros de navegação”, alertou o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), em nota.
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