22 de janeiro de 2026
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Com foco na modernização, na ampliação do acesso aos serviços policiais e na entrega de resultados à sociedade, a Devir (Delegacia Virtual), desenvolvida pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e administrada pela PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio do N.I. (Núcleo de Inteligência), consolidou-se como uma das principais ferramentas digitais da instituição. Desde sua implementação, em 2020, a plataforma registra crescimento contínuo e, em 2025, alcançou o maior volume de registros de sua história, reforçando a confiança da população nos serviços digitais da Polícia Civil.
Para o chefe do Núcleo de Inteligência, Ricardo Pedrosa, a Delegacia Virtual representa um avanço estratégico na forma de atender o cidadão, ao mesmo tempo em que fortalece a atividade policial e o fluxo das investigações.
“A Delegacia Virtual nasceu com o objetivo de modernizar o atendimento policial e aproximar a Polícia Civil do cidadão. Hoje, ela é uma ferramenta essencial, que proporciona comodidade, rapidez e segurança no registro das ocorrências, além de permitir que as delegacias concentrem esforços em investigações mais complexas”, destacou.
Em 2025, a plataforma contabilizou 13.921 registros de ocorrências, um aumento de 702 atendimentos em relação a 2024, quando foram registrados 13.219 boletins. O crescimento corresponde a aproximadamente 5,3%, evidenciando a consolidação da Delegacia Virtual como um canal eficiente, acessível e amplamente utilizado pela população roraimense.
Além da comodidade de registrar o boletim de ocorrência sem sair de casa, a ferramenta contribui diretamente para a organização do trabalho policial.
“As ocorrências registradas de forma virtual seguem um fluxo padronizado, são analisadas pelo N.I. e, posteriormente, encaminhadas às delegacias distritais ou especializadas, garantindo celeridade, triagem qualificada e efetividade nas investigações”, ressaltou.
A delegada-geral da PCRR, Darlinda de Moura Viana, destacou que a Delegacia Virtual representa um marco para a instituição, ao atender a uma demanda antiga da população por serviços mais ágeis e menos burocráticos.
“A implementação da Delegacia Virtual marcou um novo momento da Polícia Civil, ao facilitar o acesso da população aos nossos serviços, reduzir a burocracia e permitir o registro do Boletim de Ocorrência de qualquer local. Isso fortalece o vínculo entre a Polícia Civil e a sociedade, garantindo um atendimento mais rápido, eficiente e humanizado”, afirmou.
Perfil das ocorrências
Os dados estatísticos apontam que, em 2025, a ocorrência mais registrada na Delegacia Virtual foi perda ou extravio de documentos, com 3.872 registros, seguida de furto, com 1.936 ocorrências; estelionato, com 1.753 registros; e sinistro de trânsito sem feridos, com 1.457 registros.
Em comparação com 2024, os números se mantiveram em patamares semelhantes, quando foram registrados 4.011 casos de perda ou extravio de documentos; 1.893 de estelionato; 1.679 de furto e 1.446 sinistros de trânsito sem feridos.
Segundo Ricardo Pedrosa, outros registros frequentes na plataforma incluem fatos atípicos (que não configuram crime), com 1.031 ocorrências, conflitos diversos, com 897 registros; ameaças, com 655; além de crimes contra a honra e danos ao patrimônio.
Um dado relevante em 2025 é o crescimento das fraudes eletrônicas, que somaram 600 registros, refletindo a evolução das modalidades criminosas no ambiente digital e a importância da Delegacia Virtual como porta de entrada para a apuração desses crimes.
“Observamos um aumento significativo dos crimes praticados por meio da internet e das redes sociais. Muitas vítimas procuram a Delegacia Virtual como o primeiro passo para formalizar a ocorrência, o que é fundamental para dar início às investigações e orientar o trabalho policial”, explicou.
Caminho das Ocorrências
O chefe do N.I. também detalhou o fluxo adotado após o registro. O cidadão acessa o site da Polícia Civil, realiza o registro na Delegacia Virtual e, após a conferência das informações, a ocorrência é encaminhada à delegacia competente, que passa a conduzir as diligências e a investigação do fato.
“O N.I. atua no recebimento, na análise inicial, na orientação ao cidadão e no encaminhamento das ocorrências às unidades responsáveis. Esse fluxo garante mais agilidade, organização e eficiência no atendimento e na resposta policial”, concluiu.



