Em 2025, o Brasil registrou a inclusão de mais de 21 mil novas unidades consumidoras no mercado livre de energia. São Paulo lidera o ranking estadual, com 6.114 migrações. Os dados são de um estudo divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Paraná e Minas Gerais aparecem em seguida, com 2.214 e 1.743 migrações, respectivamente. Veja o ranking completo por estado:
Ranking por estado
- São Paulo – 6.114
- Paraná – 2.214
- Minas Gerais – 1.743
- Rio Grande do Sul – 1.581
- Santa Catarina – 1.344
- Rio de Janeiro – 1.233
- Bahia – 881
- Ceará – 872
- Mato Grosso – 821
- Pará – 690
- Goiás – 584
- Pernambuco – 582
- Espírito Santo – 437
- Mato Grosso do Sul – 386
- Distrito Federal – 309
- Maranhão – 296
- Rio Grande do Norte – 262
- Paraíba – 235
- Rondônia – 201
- Amazonas – 197
- Piauí – 194
- Tocantins – 152
- Sergipe – 128
- Alagoas – 116
- Acre – 49
- Amapá – 27
- Roraima – sem dados
O Mercado Livre de Energia é um ambiente competitivo para negociação de energia elétrica onde consumidores e fornecedores podem negociar livremente todas as condições comerciais, como preço, quantidade de energia, período de fornecimento, formas de pagamento, entre outros aspectos.
Cenário por região e setor econômico
No cenário regional, o destaque é para o Sudeste, com 9.527 novas unidades consumidoras em 2025. A região Sul vem na sequência, com 5.139 migrações. O Nordeste ficou em terceiro lugar, com um total de 3.566, seguido pelo Centro-Oeste, que registrou 2.100 novas unidades. A região Norte contabilizou 1.316 novas consumidoras.
VEJA MAIS:
- Ministério das Comunicações e Anatel lançam edital de licitação da faixa de 700 MHz para ampliar conectividade no Brasil
- Estados e municípios recebem R$ 3,1 bilhões em participações especiais da ANP; confira a lista
Em relação aos setores econômicos, o destaque é para os serviços, que cresceram de 6.648 para 7.458 unidades consumidoras no período analisado. O comércio também teve boa adesão, passando de 4.098 para 6.379 unidades consumidoras. Veja o resultado em outros setores:
- Alimentício — de 1.940 para 3.194
- Saneamento — de 1.790 para 2.248
- Manufaturados diversos — de 1.780 para 2.984
- Minerais não metálicos — de 904 para 1.195
- Metalurgia e produtos metálicos — de 665 para 939
- Madeira, papel e celulose — de 433 para 507
- Transporte — de 302 para 317
- Químicos — de 299 para 363
- Telecomunicações — de (não informado) para 282
- Têxteis — de 251 para 521
- Veículos — de 159 para 291
- Bebidas — de (não informado) para 167
- Extração de minerais metálicos — de 35 para 28
Energias renováveis no Brasil
O Brasil é apontado como o terceiro país que mais produz energia a partir de fontes renováveis no mundo. A informação é da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), com dados até abril de 2024.
No total, o país acumula 213 gigawatts de capacidade instalada, ficando atrás apenas da China (1.800 GW) e dos Estados Unidos (428 GW). Contudo, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estima que cerca de 17% dessa energia é perdida devido à falta de armazenamento ou à falta de integração do sistema elétrico. A Região Nordeste, onde 70,6% da eletricidade é gerada por fontes solar e eólica, é a mais impactada por essa limitação.




