Com o intuito de reduzir o endividamento dos brasileiros, o Novo Desenrola Brasil foi lançado em maio por meio da Medida Provisória (MP) nº 1.355/2026. Também conhecido como “Desenrola 2.0”, o programa reúne medidas focadas na renegociação de dívidas com condições específicas para famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas de todas as regiões do país.
A iniciativa foi criada para beneficiar pessoas com renda de até 5 salários mínimos, equivalendo a R$ 8.105.
Quem pode participar?
Além do critério de renda, que é até R$ 8.105, podem participar aqueles que possuírem dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 91 dias e 2 anos.
De acordo com as regras do Desenrola 2.0, somente dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC) podem ser renegociadas.
Além das famílias, o programa contempla ações específicas para estudantes com débitos no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos federais, micro e pequenas empresas e agricultores familiares. No caso do Fies, os descontos podem chegar a 99% para estudantes inscritos no CadÚnico.
Como participar do programa?
Os interessados devem procurar diretamente os bancos e instituições financeiras com os quais possuem dívidas.
Conforme a MP, o novo crédito terá limite de R$ 15 mil por pessoa, por banco ou instituição financeira.
Quais são as condições oferecidas?
O governo federal tem como objetivo aliviar a situação financeira dos brasileiros e reduzir os índices de inadimplência. O programa oferece descontos de até 90% sobre dívidas antigas, prazo de até 4 anos para pagamento e juros reduzidos. A previsão é que o programa tenha duração de 90 dias.
- O desconto na dívida pode variar entre 30% e 90%, dependendo do tipo de pendência e do tempo de atraso.
- Os juros do novo crédito terão no máximo 1,99% ao mês, com prazo de até 48 meses.
- Prazo de 35 dias para início do pagamento;
- Valor mínimo das parcelas: R$ 50;
- Limite máximo do novo crédito disponível: até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira.
Como usar o FGTS para quitar dívidas?
Uma das principais novidades do Desenrola 2.0 é a possibilidade de utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na renegociação.
O trabalhador inadimplente poderá usar:
- Até 20% do saldo disponível do FGTS; ou
- Até R$ 1 mil – prevalecendo o valor que for maior.
De acordo com a Agência Brasil, a Caixa esclareceu que o uso do limite máximo não é obrigatório. O valor a ser utilizado poderá ser definido durante a negociação com a instituição financeira.
Quais as condições para quem deve o FIES?
O programa estabelece condições diferenciadas conforme o tempo de atraso e o perfil do estudante. Confira:
- Dívidas vencidas e não pagas entre 90 e 360 dias: desconto de 100% sobre juros e multas.
- Pagamento à vista: 12% de redução sobre o valor principal.
- Parcelamento em até 150 vezes, mantendo o abatimento total de juros e multas.
Para contratos com atraso superior a 360 dias, estudantes fora do CadÚnico podem obter até 77% de desconto sobre o valor total da dívida. Já estudantes inscritos no CadÚnico podem ter até 99% de desconto para quitação integral.
Espera-se que essas medidas beneficiem milhões de brasileiros, contribuindo para a recuperação financeira de famílias e estudantes que enfrentam dificuldades para regularizar suas pendências.
Como estimar as condições de renegociação?
O governo federal lançou uma calculadora oficial que permite aos brasileiros simular a renegociação de dívidas no programa Desenrola 2.0. Os consumidores podem estimar descontos, parcelas e até o uso do FGTS na renegociação antes de buscar o banco para fechar o acordo. A ferramenta apresenta valores estimados com base nas regras do programa.
O simulador já está disponível no site do Ministério da Fazenda, em: simuladordesenrola.fazenda.gov.br.
Os valores apresentados são estimativas, e os acordos finais devem ser formalizados diretamente com os bancos.




