Dos vestidos rodados que marcaram apresentações aos trajes de noivos e troféus da produção da tradicional paçoca de carne seca. Em cada objeto, uma recordação e um fragmento da trajetória do Boa Vista Junina. Neste ano, duas novidades convidam o público a recuperar e reviver memórias com elementos que integram a história do Maior Arraial da Amazônia.
Na quarta-feira, 3, a Prefeitura de Boa Vista abriu as portas do Centro de Memória do Boa Vista Junina e do Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo, convidando nostalgicamente os visitantes a reviver histórias que marcaram gerações ao longo das edições do arraial.
“É uma ocasião para preservar nossa cultura — amazônica e nordestina — e também nossa culinária. O Boa Vista Junina já faz parte da história da cidade, e esses espaços ajudam a registrar essa trajetória”, afirmou o prefeito Marcelo Zeitoune.
Centro de Memória do Boa Vista Junina
Instalado no prédio da Intendência, na Orla Taumanan, o Centro de Memória do Boa Vista Junina foi criado para resgatar e manter viva a história dessa grande festa popular, reunindo registros, lembranças e objetos de um evento que se consolidou como uma das principais manifestações culturais da Amazônia.
Com a exposição “Arraial das Emoções, para sempre em nossos corações”, o Centro de Memória convida as novas gerações a conhecer e valorizar as tradições juninas. O espaço fortalece o sentimento de pertencimento e preserva a memória de milhares de pessoas — artistas, quadrilheiros, músicos e outros — que contribuíram para o crescimento e sucesso do Boa Vista Junina.
Entre os destaques estão trajes de noivos, abadás, troféus e figurinos que marcaram apresentações — incluindo o do apresentador oficial Chiquinho Santos. Esses itens ajudam a contar a trajetória do evento desde as primeiras edições até os dias atuais.
Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo
O Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo, localizado no Centro de Artesanato Velia Coutinho, homenageia um dos símbolos mais emblemáticos do Boa Vista Junina: a paçoca de carne seca, que em 2024 recebeu reconhecimento internacional e entrou para o Guinness World Records.
A iniciativa celebra essa conquista e destaca a importância da gastronomia regional como expressão cultural e motivo de orgulho para Boa Vista, exaltando o sabor e o tempero da nossa culinária.
O espaço reúne utensílios de barro e os ingredientes usados na produção da paçoca, como a farinha de mandioca exposta em um tacho no centro do local. Também conta com as tradicionais lojas de artesanato, que comercializam colares, ímãs, roupas, bolsas, anéis e outros artigos.
Abertos ao público
Ambos os espaços foram criados para fortalecer a conexão da população com sua própria história e permanecem abertos para visitação até 30 de junho, das 12h às 18h, com entrada gratuita.
“São espaços que narram a história da nossa cultura, dos grupos folclóricos e também da nossa gastronomia. É uma oportunidade para que moradores e visitantes conheçam mais sobre as tradições que compõem nossa identidade”, afirmou a diretora da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC), Alda Amorim.




