Diagnósticos mais ágeis, resultados mais confiáveis e maior segurança no tratamento. Esses são alguns dos ganhos com a reestruturação do Laboratório do Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), entregue nesta terça-feira, 11. A unidade, que pode atender até 500 crianças por dia na época de maior demanda, agora dispõe de equipamentos de alta tecnologia que aceleram várias etapas do processamento das amostras.
Para a secretária municipal de Saúde, Mareny Damasceno, o investimento representa o fortalecimento da estrutura necessária para oferecer um atendimento cada vez melhor. “É uma satisfação ver essa obra concluída. A saúde precisava disso e os pacientes merecem. Nosso objetivo é que esse ganho de eficiência chegue até a ponta: na decisão clínica, no tratamento e na recuperação das crianças atendidas pelo HCSA”, afirmou.
O impacto mais visível é no tempo de resposta. Com os novos equipamentos, exames de rotina que antes demoravam até duas horas passam a ser liberados em até 30 minutos. Análises mais complexas, como a identificação de bactérias, que chegavam a levar até sete dias, agora têm as primeiras informações disponíveis em até 24 horas, e os resultados completos podem ser obtidos em até 72 horas.
“Mais do que um laboratório reformado, estamos incorporando equipamentos de alta performance, com inovação e qualidade. Isso significa resultados mais precisos para os exames das nossas crianças, trazendo mais segurança tanto no diagnóstico quanto nas decisões médicas”, explicou a coordenadora do laboratório, Michelly Rosas.
Tecnologia que ajuda a definir o tratamento
Na prática, a modernização permite identificar mais rapidamente os microrganismos causadores de infecções e determinar a quais antibióticos eles são sensíveis ou resistentes. Esse processo é essencial para que a equipe médica escolha a conduta mais adequada, evitando o uso prolongado de tratamentos empíricos.
Segundo Michelly, antes da automação algumas análises apenas indicavam o grupo bacteriano. Com a tecnologia atual, é possível identificar a espécie, o perfil de sensibilidade e resistência e, com esses dados, definir a terapia mais adequada e orientar medidas de controle de infecções.
O avanço também amplia a capacidade do hospital de mapear os microrganismos presentes na unidade. Com esses dados, o laboratório elabora um perfil epidemiológico mais detalhado, identifica padrões de resistência e auxilia na detecção de possíveis surtos, fortalecendo as ações de vigilância e prevenção de infecções hospitalares.
Mais agilidade no atendimento
A estrutura também recebeu equipamentos com grande capacidade de processamento. O analisador de bioquímica, por exemplo, realiza até 600 testes por hora e pode processar amostras de até 120 pacientes simultaneamente. Na hematologia, o hemograma é analisado em cerca de um minuto e meio, enquanto o equipamento de hemostasia tem capacidade para até 300 testes em 80 pacientes.
Com informações mais precisas e disponíveis em menos tempo, os profissionais conseguem tomar decisões rápidas, iniciar ou ajustar tratamentos e acompanhar a evolução clínica da criança, conforme destacou a diretora do HCSA, Laudineia Barros.
“Com uma conduta definitiva desde o início, certamente a criança terá redução no tempo de internação. Essa diminuição contribui para aumentar a rotatividade dos leitos, um ganho importante para uma unidade que atende diariamente centenas de crianças”, concluiu.




