IPCA-15 registra alta de 0,25% em dezembro e encerra 2025 dentro da meta de inflação

dPetZfi4JuWhLjW9HhbkEyxz.webp

O IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,25% em dezembro, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (23). No acumulado de 2025, o índice atingiu 4,41%, confirmando a desaceleração da inflação ao longo do ano e mantendo o indicador dentro da meta de 3%, cujo teto de tolerância é de 4,5%.

Em dezembro, sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento. O maior impacto foi do Transporte, que cresceu 0,69% e contribuiu com 0,14 ponto percentual no índice, pressionado principalmente pelas passagens aéreas, que subiram 12,71%, e pelo transporte por aplicativo, com alta de 9,00%.

Vestuário também teve elevação de 0,69%, impulsionada pelo aumento nos preços das roupas infantis, femininas e masculinas. Já Habitação variou 0,17%, influenciada pelos reajustes nos aluguéis e nas tarifas de água e esgoto.

Regionalmente, o IBGE identificou aumento de preços em dez das onze regiões analisadas. Porto Alegre apresentou a maior variação, com 0,50%, afetada por passagens aéreas e energia elétrica. Também houve alta em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Goiânia e Brasília. A única queda foi em Belém (-0,35%), puxada principalmente pela forte redução nos preços de hospedagem.
Quedas e desacelerações

Entre as quedas, o grupo Artigos de residência recuou 0,64% pelo quarto mês seguido, com destaque para a queda nos preços dos eletrodomésticos e dos itens de TV, som e informática. Alimentação no domicílio diminuiu 0,08%, acumulando sete meses consecutivos de queda, influenciada por produtos como tomate, leite longa vida e arroz, apesar dos aumentos nas carnes e frutas.

Para o economista Renan Pieri, o comportamento da inflação em 12 meses é um sinal positivo. Segundo ele, a convergência do índice para a meta abre caminho para um ciclo de redução da taxa Selic no primeiro semestre de 2026, alinhado ao movimento de cortes nos juros nos Estados Unidos.

Pieri ressalta, contudo, que o mercado de trabalho continua aquecido, com geração recorde de empregos desde 2022, o que mantém a pressão sobre os preços dos serviços devido ao aumento da massa salarial. Ainda assim, o economista avalia que a inflação está sob controle e dentro do objetivo do Banco Central, cujo horizonte de atuação vai até meados de 2027.

“Os sinais são positivos para esperar o início de um ciclo de corte de juros já no começo do ano; não se sabe exatamente o mês, mas certamente teremos redução da taxa Selic no primeiro semestre do próximo ano, principalmente porque os americanos também reduziram suas taxas, o que torna nossos juros mais atrativos em relação aos deles”, destaca.

]]>

Plugin WordPress Cookie by Real Cookie Banner
scroll to top