HGR participa de estudo nacional que analisa fatores genéticos relacionados ao AVC

HGR integra estudo nacional que investiga fatores geneticos associados ao AVC Ascom Sesau scaled

O HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento) foi escolhido para participar de um estudo nacional que investiga fatores genéticos relacionados ao AVC isquêmico.

A iniciativa integra o Projeto Artemis, coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento, do Rio Grande do Sul, e envolve 11 centros de pesquisa distribuídos por diversas regiões do país.

“Hoje dispomos de atendimento completo, investigação e reabilitação, e estamos avançando ao participar de estudos que poderão aprimorar os tratamentos no futuro. Vamos estudar a genética dos pacientes com AVC: sabemos que 60% dos fatores de risco são conhecidos, mas 40% ainda permanecem sem explicação — por isso nos aprofundaremos nessa questão e criaremos um banco genético no Brasil”, afirmou a coordenadora da unidade de AVC agudo do HGR, Lívia Martins.

O Projeto Artemis tem como objetivo comparar o perfil genético de pacientes que sofreram AVC com o de pessoas sem histórico da doença, com a finalidade de identificar possíveis fatores genéticos de risco na população brasileira. O estudo também investiga o perfil farmacogenético dos participantes, avaliando eventuais resistências aos medicamentos usados no tratamento.

Segundo o médico geneticista e representante do projeto, André Anjos da Silva, a inclusão de Roraima é essencial para garantir a representatividade nacional da pesquisa.

“O Projeto Artemis busca identificar, na população brasileira, quais podem ser os fatores de risco genético do AVC. Nesse contexto, a capacitação realizada hoje para os profissionais do HGR, especialmente da neurologia, é fundamental para que possam atender e incluir esses pacientes no estudo”, explicou.

Metodologia

A formação dos profissionais será realizada ao longo deste ano; enquanto isso, eles acompanharão de perto as avaliações clínicas, os exames de retina e o sequenciamento completo do genoma de cada paciente participante.

A meta é que, até o final de 2026, aproximadamente 100 pacientes de cada região façam parte do estudo. A partir dos resultados iniciais, espera-se ampliar o número de regiões participantes e diversificar os métodos conforme os achados deste ano.

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