Gestor de IA da Fiesp afirma que, para haver inovação, é necessária uma bolha.

Gestor de IA da Fiesp afirma que, para haver inovação, é necessária uma bolha.

“Estamos diante da maior revolução tecnológica desde a eletricidade”. Foi assim que Rodrigo Barros, gestor de investimentos e membro do conselho de IA da Fiesp, sintetizou o avanço da Inteligência Artificial durante o painel “E aí? Estamos numa bolha de IA?”, realizado na noite de quarta-feira (13) durante o São Paulo Innovation Week.

O debate, mediado por Gustavo Souza, managing Partner da SaaSholic, e com a participação de Anderson Thees, Co-Founder e Managing Partner da Redpoint Ventures, e Daniel Ibri, Managing Partner da Mindset Ventures, tratou do progresso dessa tecnologia e de seus efeitos nos mercados financeiro e de trabalho.

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Segundo Anderson, responder à questão central depende da definição de “bolha”. Numa visão clássica do mercado financeiro, ele afirmou que “bolha é o momento de crise de uma nova onda tecnológica, quando pessoas que não deveriam ter exposição a uma determinada tecnologia investem dinheiro nela”.

Fonte: Gabriela Pederneiras / TecMundo

Os debatedores afirmam que é exatamente isso que vivemos agora. Explicaram que o valor das empresas e soluções repousa na expectativa de impacto e de geração de receitas no futuro. Ao enxergar o caráter disruptivo da IA em quase todos os setores, muitos investidores apostam em negócios relacionados à tecnologia, inflando ainda mais a valorização do mercado.

Para Daniel, é simples: excesso de capital gera preços excessivos. Ele acredita que não haverá uma crise do tipo do estouro da bolha .com, mas sim um ajuste de preços que alinhe avaliações ao valor real das empresas e soluções de IA.

Rodrigo, por sua vez, enfatiza que inovação costuma vir acompanhada de bolhas. No conceito citado por Anderson, o gestor de investimentos afirma que quando surge uma tecnologia capaz de transformar todo o mercado, todos os investidores tendem — e devem — apostar nela. Isso pressiona os preços para cima e resulta em bolhas, ainda que temporárias.

Assim, os painelistas veem a hipervalorização da IA como um movimento natural do mercado. Aos investidores e empreendedores, aconselham a conviver com a incerteza. “A bolha é uma feature porque estamos na maior revolução tecnológica da história. Surpresas e sustos farão parte do processo”, comenta Rodrigo.

Anderson reforça o alerta: “se acostumem com o desespero. Não dá para acompanhar todas as evoluções e transformações causadas pela IA; tudo está acontecendo muito rápido”.

Mesmo com o tom alarmista, os debatedores acreditam que os efeitos da IA nos mercados financeiro e de trabalho tendem a ser mais positivos do que negativos. “Tudo dependerá de quanto as empresas conseguirão monetizar o valor real que a IA gera na vida das pessoas”, conclui Gustavo.

O TecMundo está cobrindo o São Paulo Innovation Week! O SPIW 2026 teve início nesta quarta-feira (13), em São Paulo, reunindo líderes de grandes empresas brasileiras e internacionais, além de startups, centros de pesquisa, investidores e representantes governamentais. Serão debates sobre tecnologia, ciência, educação, saúde, finanças e muitos outros temas. Para mais informações, acesse o site oficial do evento.

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