Estudantes de Boa Vista brilham na FLL com projeto inclusivo

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Entre 4 e 8 de março, o Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, recebeu estudantes de todo o Brasil para a FIRST LEGO League Challenge, competição de robótica destinada a jovens de 9 a 15 anos. Entre os participantes estavam quatro alunos do Centro Municipal de Inovação (CMI), da Prefeitura de Boa Vista.

A equipe I’Robot, composta por Felipe Louçana, 14 anos; Samuel Vargas, 11; Kauê Cavalcante, 13; e Isabele Vargas, 13, disputou a categoria Challenge. Eles montaram um robô de LEGO para executar diversas missões em partidas de dois minutos e meio, que exigiam estratégia, precisão e trabalho em equipe.

 

Durante a competição, prevaleceu o espírito de parceria e amizade

 

Os estudantes também desenvolveram um projeto de inovação relacionado ao tema do ano: Arqueologia. Eles identificaram que a dependência de escalas de cores em mapas topográficos e imagens de drones cria obstáculos para profissionais daltônicos, aumentando o risco de interpretações equivocadas e comprometendo a segurança. Daltonismo é uma condição, geralmente hereditária, que dificulta a diferenciação entre certas cores — frequentemente vermelho e verde.

Para contornar esse problema, a equipe desenvolveu um sistema web em Python com Streamlit que traduz dados cromáticos para uma linguagem mais acessível a todos, o que levou o projeto a concorrer ao Prêmio de Inovação Niède Guidon. A experiência foi considerada muito enriquecedora pelos alunos.

 

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O prêmio Niède Guidon reconhece projetos de inovação no âmbito extraoficial do torneio nacional da FLLC

 

“A FLL nos transforma por dentro: aprendemos a socializar e a trabalhar em equipe. Mesmo competindo, a disputa é saudável. Criamos laços e aprendemos a resolver as coisas do jeito certo”, disse Isabele Vargas.

O clima do evento também proporcionou momentos de descontração. Entre as partidas, música, torcida e trocas com outras equipes garantiram diversão e integração.

 

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Alunos criam conexões e retornam com lembranças positivas

 

Além de programação e engenharia, a robótica contribui para formar jovens com habilidades de comunicação, liderança, tomada de decisão e pensamento analítico, preparados para enfrentar desafios complexos e colaborar na transformação dos espaços em que vivem.

Para a coordenadora do Núcleo de Inovações e Robótica, Julianna Santos, a participação em competições nacionais expõe os alunos a situações que desenvolvem competências essenciais. “Ao resolverem problemas críticos sob pressão e com o cronômetro correndo, eles desenvolvem uma maturidade emocional que nenhuma sala de aula substitui”, afirmou.

 

 

 

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