Em 2025, Roraima registrou queda de 29,9% nos casos prováveis de dengue em relação a 2024, passando de 715 registros para 501, segundo a Sesau (Secretaria de Saúde).
Segundo o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde), José Vieira Filho, esse resultado é fruto do fortalecimento das ações de vigilância, controle e eliminação dos criadouros do mosquito.
“As atividades que o Estado desenvolve em parceria com os municípios incluem atuação de campo da nossa equipe, apoio técnico por meio de supervisão direta das rotinas, realização do LIRAa [Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti] e capacitações nas áreas de vigilância, manejo clínico e controle vetorial”, explicou.
Em 2025, foram realizadas 43 visitas técnicas aos 15 municípios, além do acompanhamento presencial das atividades de rotina e da execução do LIRAa, garantindo transparência e monitoramento contínuo da situação epidemiológica.
A Sesau também investiu na qualificação dos profissionais, capacitando 280 médicos em manejo clínico das arboviroses, o que fortalece a resposta da rede de saúde, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado dos pacientes.
No último trimestre
Apesar da redução no acumulado do ano, Roraima apresentou aumento de 72% nos casos prováveis de dengue nos últimos três meses de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024: foram 62 casos entre outubro e dezembro de 2024, subindo para 107 no mesmo intervalo de 2025.
Esse crescimento está relacionado principalmente às mudanças climáticas e às chuvas fora de época, que favorecem a proliferação do Aedes aegypti.
“No último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti, seis municípios foram classificados como de alto risco para epidemia de dengue: Alto Alegre, Amajari, Iracema, Pacaraima, São João da Baliza e São Luiz. Quatro municípios ficaram em risco médio — Boa Vista, Cantá, Caroebe e Mucajaí — e cinco em risco baixo — Bonfim, Caracaraí, Rorainópolis, Normandia e Uiramutã”, afirmou Vieira.
Como prevenir
Para evitar novos casos, a orientação é que a população elimine depósitos de água parada em residências e quintais e busque atendimento médico imediato ao apresentar febre alta, dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sinais de sangramento.
Vacina contra a Dengue
A vacinação contra a dengue é uma das estratégias de proteção da população. Roraima esteve entre os primeiros estados a receber o imunizante, contribuindo para a prevenção e a redução de casos graves.
Atualmente, o público prioritário definido pelo Ministério da Saúde são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Em situações específicas, mediante avaliação das autoridades de saúde, a faixa etária pode ser ampliada. A aplicação da vacina ocorre preferencialmente nas UBS (Unidades Básicas de Saúde). É importante ressaltar que gestantes não devem ser vacinadas contra a dengue.
Mesmo com a disponibilidade da vacina, as autoridades reforçam que a prevenção continua essencial: eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti, manter quintais e recipientes limpos, evitar água parada e procurar atendimento médico ao primeiro sinal de alerta.



