Na manhã deste domingo, 5, a Vila Olímpica Roberto Marinho foi tomada por muitos latidos e rabos abanando. A Prefeitura de Boa Vista realizou a 4ª edição da Corridinha Pet, uma das atrações mais aguardadas da tradicional Corrida 9 de Julho. A prova contou com 250 inscritos em um trajeto de 100 metros.
Mais do que disputar tempo, a iniciativa celebrou o afeto entre famílias e seus animais, transformando o espaço esportivo em um cenário de carinho e superação. “Nesta quarta edição, os papais e mamães de pet podem correr lado a lado com seus bichinhos, fortalecendo esse laço tão especial e incentivando hábitos saudáveis também para os animais”, afirmou o presidente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC), Dyego Monnzaho.
Uma dupla especial aguardava a largada com grande expectativa. Duda, uma cachorrinha de 5 anos, entrou na vida da família num momento em que precisavam de uma companhia. Sua tutora, Marina Madureira, servidora pública, falou sobre a emoção de estrear na prova.
“É a primeira vez que eu e a Duda participamos. Isso vira memória, né? A alegria de correr com meu pet e guardar essa lembrança. Ela adora passear, correr, e já se encantou desde a chegada. Trouxe também a minha mãe, que ficou na arquibancada torcendo por nós.”

Sobre a chegada de Duda, Marina emocionou-se ao recordar que a cachorrinha apareceu durante a pandemia, quando sua mãe estava com câncer e muito abalada. “A Duda foi conquistando espaço e o coração dela. Hoje minha mãe senta para ver televisão com ela. Se chove, coloca dentro de casa; se faz sol, leva para tomar sol. As duas são inseparáveis.”

O clima alegre também marcou a participação de Theodoro, de 6 anos, que não veio sozinho. A tutora, a advogada Larissa de Souza, comemorou a estreia. “Foi nossa primeira vez e estou muito feliz e animada. Essa inclusão dos pets é essencial. Estar com ele é gratificante. Ele veio com o irmão, o priminho, a família toda”.

Uma história de superação comoveu quem estava na pista. Sobrevivente, de 2 anos, tem nome e alma de guerreira. Apesar das dificuldades enfrentadas, encontrou em sua tutora Ziane Almeida o amor que a motivou a seguir em frente — e a cada passo, mesmo usando cadeirinha de rodas, celebra uma conquista.
“Ela é uma cachorra incrível. Recebeu esse nome por ter sobrevivido a muitas coisas. Teve cinomose; levamos ao veterinário e fizemos o tratamento. Graças a Deus ela se recuperou, mas ficou com paralisia nas patas traseiras. Procuramos na internet e achamos um lugar que fabrica cadeirinhas de rodas. E hoje ela está aqui, correndo na 9 de Julho com sua cadeirinha, feliz. É importante não desistir e incentivá-la sempre. Como eu pratico esporte, quero que elas participem comigo de tudo”.
*Supervisionado por Shirleia Rios*



