CMI classifica equipes para etapa nacional da Olimpíada de Robótica

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Programar, testar, errar, recalibrar e tentar de novo até que o robô cumpra a tarefa. Foi ao colocar em prática conhecimentos de tecnologia e engenharia que alunos do Centro Municipal de Inovação (CMI) se destacaram na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), realizada no último sábado, 12, no Instituto Federal de Roraima (IFRR).

As quatro equipes que representaram a instituição conquistaram premiações ou menções e garantiram vaga na etapa nacional. Houve aproveitamento total entre as duplas inscritas nos níveis 1 e 2. Além do 1º e do 3º lugar no Nível 1, os estudantes receberam duas menções honrosas no Nível 2, nas categorias Dedicação e Inovação.

Considerada uma das principais olimpíadas científicas nacionais na área de tecnologia, a OBR tem como objetivo despertar o interesse de crianças e jovens por carreiras científico-tecnológicas, revelar talentos e promover o aprendizado prático.

“Nossa participação na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica foi incrível. Ver as duplas na arena, vencendo desafios de programação e resgate com tanto raciocínio e agilidade, mostra o comprometimento e a maturidade que cultivamos no CMI. Cada ponto foi resultado de muitos testes, ajustes nos sensores e trabalho coletivo”, afirmou Julianna Santos, coordenadora do Núcleo de Inovações e Robótica.

Tecnologia colocada à prova

Na prova prática, o desafio vai além da montagem de um robô. Os estudantes precisam projetar e programar protótipos autônomos aptos a cumprir missões de resgate simuladas. Durante a competição, os robôs percorrem circuitos com variados obstáculos, exigindo conhecimentos de lógica de programação, mecânica, eletrônica e solução de problemas.

Dobradinha no pódio

No Nível 1, o CMI emplacou duas equipes entre as três melhores. A Inova Tech, composta por Samuel Vargas e Carolina Kroehne, conquistou o 1º lugar geral, alcançando a maior pontuação após as provas nas arenas.

“Minha experiência na OBR foi muito especial e repleta de aprendizados. Nos preparativos, trabalhamos intensamente em equipe para deixar o robô pronto e ajustar tudo para a competição”, declarou Carolina.

Samuel Vargas também destacou o significado da vitória. “Foi inesquecível vencer e conquistar o 1º lugar. Uma realização enorme, fruto de muita dedicação e esforço. Alcançar 493 pontos, minha maior marca em competições, trouxe uma alegria indescritível e a sensação de dever cumprido, comprovando que o planejamento e o trabalho duro valeram a pena”, disse ele.

A equipe Zero Absoluto, formada por Rafael Bonifácio e Pedro Hitallo, também subiu ao pódio, garantindo o 3º lugar geral e se destacando pela precisão na execução das missões.

Dedicação e inovação também reconhecidas

Não foi apenas o pódio que colocou Boa Vista em evidência. As demais equipes voltaram com reconhecimento da banca avaliadora.

No Nível 2, a dupla Mamonas Robocop, composta por Maria Eduarda e Isabele Vargas, recebeu Menção Honrosa na categoria Dedicação, pelo empenho, resiliência e capacidade de resolver problemas ao longo da disputa.

A equipe Psyducks, com Felipe Louçana e Kaue Brito, conquistou Menção Honrosa na categoria Inovação, destacada pela originalidade do projeto de engenharia, pelas soluções mecânicas e pelos sensores empregados no protótipo.

Agora, o desafio é nacional

Com o desempenho na etapa estadual, os estudantes avançam para um desafio maior: a etapa nacional, que será realizada em João Pessoa, na Paraíba, entre os dias 23 e 29 de novembro.

“Estou muito empolgada e com grandes expectativas para a etapa nacional. Quero aprender mais, conhecer outras equipes, vivenciar novas experiências e, principalmente, dar o meu melhor junto com a equipe. Espero que possamos evoluir e representar bem nossa instituição”, destacou Carolina.

Até a próxima competição, as equipes entrarão em uma nova fase de preparação, usando o desempenho regional para aprimorar os protótipos. Estão previstas ações como calibração de sensores, ajustes nas rotinas de programação e intensificação dos treinamentos em pista oficial, com o objetivo de identificar pontos a melhorar e chegar ao nacional com robôs mais eficientes.

Enquanto os robôs retornam às pistas de treino em Boa Vista, os estudantes já têm uma nova missão: representar Roraima entre os jovens talentos da robótica de todo o país. Segundo Julianna, eles estão prontos para esse próximo passo.

“O nível de uma etapa nacional é sempre muito alto, mas nossas equipes seguem focadas em evoluir tecnicamente a cada treino, prontas para representar o estado com garra, dedicação e orgulho pelo caminho percorrido”, ressaltou.

Sobre o CMI

O Centro Municipal de Inovação (CMI) é vinculado à Agência Municipal de Empreendedorismo (AME). Nas atividades promovidas, os estudantes desenvolvem programação e raciocínio lógico, além de competências como criatividade, trabalho em equipe e resolução de problemas.

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