A China revelou recentemente um conceito de máquina de guerra futurista que se destaca pela envergadura e pelo visual que lembra as naves da franquia Star Wars. O projeto foi batizado de Luanniao.
Criado por inteligência artificial, o vídeo de apresentação do porta-aviões voador chinês mostra uma nave gigantesca que, em determinado momento, dispara mísseis a partir da borda da atmosfera. A ideia é expandir as capacidades aéreas e espaciais do país.
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O que é o Luanniao?
Batizado em referência a um pássaro da mitologia asiática, o “maior porta-aviões do mundo”, segundo a mídia estatal chinesa, teria cerca de 240 m de comprimento e 600 m de largura. O deslocamento deve ficar em torno de 120 mil toneladas, superando qualquer equipamento em operação atualmente.
- Sob a liderança da Corporação da Indústria Aeronáutica da China, o projeto integra a iniciativa de defesa aérea NanTianMen (Portão Celestial), lançada em 2017;
- Apresenta design triangular e capacidade para transportar até 88 caças não tripulados Xuan Nu;
- As aeronaves lançadas diretamente da poderosa plataforma chinesa poderiam disparar mísseis hipersônicos contra forças inimigas, escapando dos sistemas de defesa adversários;
- Além dos ataques, o porta-aviões voador também poderia atuar na defesa de territórios estratégicos.
Com quase cinco minutos de duração, o vídeo divulgado pela mídia estatal chinesa mostra a ambiciosa nave em diferentes tipos de missões. A gravação também sugere o emprego de IA e robótica no projeto.
Segundo as informações de Pequim, as forças militares planejam colocar o Luanniao em operação em até 30 anos, com possibilidade de entrada em serviço um pouco antes. O governo chinês não informou, porém, se a construção já foi iniciada.
Ficção ou realidade?
Se a nave for realmente desenvolvida conforme o vídeo, a China poderia conquistar vantagens consideráveis no campo de batalha em eventuais conflitos com adversários tradicionais. No entanto, o projeto tem sido alvo de críticas de especialistas em defesa.
De acordo com o pesquisador do Griffith Asia Institute, Peter Layton, o conceito apresenta capacidades impressionantes, mas soa fantasioso. Ele argumenta que ainda não existe tecnologia capaz de fazer a nave pairar na fronteira entre atmosfera e espaço e lançar mísseis a partir daí.
Layton também aponta que o porta-aviões voador ficaria vulnerável a detritos espaciais, correndo risco de danos frequentes, e exigiria grandes quantidades de combustível e um novo sistema de propulsão.
“Para o público externo, isso passa a impressão de que eles estão trabalhando em uma tecnologia que a região simplesmente não pode aspirar a ter, é literalmente coisa de Star Wars“, disse o especialista ao The Telegraph. Para ele, trata-se basicamente de propaganda.
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