Celebração e tributos marcam o fim das comemorações dos 25 anos do Hospital da Criança.

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A Prefeitura de Boa Vista, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Semads), expandiu o alcance da campanha “Agosto Lilás”, promovendo ações de conscientização sobre o fim da violência contra a mulher na Comunidade Indígena Serra da Moça, nesta sexta-feira, 15.

Instituições da rede de proteção, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Patrulha Maria da Penha, Tribunal de Justiça de Roraima e Agência Municipal de Empreendedorismo (AME), se uniram na programação que reuniu jovens e adultos.

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A programação permitiu conhecer a cultura e as tradições das comunidades. Os convidados dançaram o Parixara

Segundo a gerente do Creas Centro, Ana Gabriela Bento, o diferencial da campanha é a descentralização. As atividades ocorrem dentro das comunidades, respeitando as características culturais de cada local e promovendo um ambiente seguro para troca de experiências e apoio.

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Ana Gabriela Bento, gerente do Creas Centro

“As atividades foram idealizadas para aproximar os serviços da população, que frequentemente enfrenta dificuldades para acessar a rede de proteção. Sabemos que muitos têm menos acesso à informação. Portanto, trazemos nossa equipe e parceiros para reforçar os canais de denúncia e promover a prevenção, além de incentivar o empreendedorismo feminino”, ressaltou.

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Atividades foram idealizadas para aproximar os serviços e informações da população

A AME BV apresentou algumas linhas de crédito, especialmente as destinadas às mulheres, como um incentivo à independência financeira. Atualmente, a agência valoriza todos os perfis de empreendedores da capital. Desde sua criação, em 2022, já beneficiou 1.931 empreendedores, com investimentos que totalizam R$ 7,5 milhões.

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AME BV apresentou as linhas de crédito oferecidas pela agência

Rede fortalecida

Esta é a terceira vez que a Prefeitura de Boa Vista promove esse encontro entre as instituições e a comunidade. “Queremos reforçar essa questão para nosso povo e contamos com essa rede de apoio para orientarmos e combatermos a violência contra a mulher”, enfatizou Alexsandro Carlos das Chagas, Tuxaua da comunidade.

Informação, acolhimento e apoio na prática

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Segundo a juíza Suelen Alves, coordenadora da 2ª Vara de Violência Doméstica, o objetivo é promover uma cultura de paz e respeito

Também foram realizadas palestras educativas e atendimentos especializados. Conforme a juíza Suelen Alves, coordenadora da 2ª Vara de Violência Doméstica, as estatísticas mostram que esse problema afeta não apenas as mulheres, mas toda a família e, consequentemente, a comunidade.

“Entendemos que uma família livre de violência contribui para uma comunidade mais segura e harmoniosa. Nosso objetivo é promover uma cultura de paz, respeito e não-violência entre todos, homens e mulheres, para garantir um convívio saudável, especialmente entre crianças e jovens nas escolas e lares”, explicou.

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Equipe da Patrulha Maria da Penha destacou os tipos de violência

Jessyka Pereira, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, enfatizou os diferentes tipos de violência com exemplos práticos. “No ano passado, tivemos oito denúncias realizadas após uma ação como esta da prefeitura. Isso demonstra que as mulheres realmente precisam de acesso à informação. Acreditamos que essa iniciativa continuará trazendo bons resultados”, relatou.

Informação pode transformar vidas

A jovem H.S., de 17 anos, foi vítima de violência doméstica e, por medo, permaneceu em silêncio por muito tempo. “Quando conheci a Lei Maria da Penha, percebi que eu tinha direitos e proteção. Hoje, com uma medida protetiva, me sinto mais segura e pretendo compartilhar o que aprendi com outras mulheres”, contou.

Atendimento individualizado

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A população indígena conheceu os serviços oferecidos na Sala Lilás, e também recebeu atendimento especializado individual

A técnica de referência da Sala Lilás, Nilvana Marques, que também é assistente social, apresentou à população indígena os serviços oferecidos no espaço e também fez atendimentos individuais no local. “Queremos que toda mulher saiba que existe uma rede pronta para acolhê-la. Isso inclui ir até onde elas estão, ouvir suas histórias e garantir acesso à informação e aos serviços, para que possam romper o ciclo de violência”, afirmou Nilvana.

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Instituições da rede de proteção se uniram na programação que reuniu jovens e adultos

Fonte: Prefeitura de Boa Vista – RR

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