Casa da Mulher Brasileira celebra sete anos reforçando a rede de apoio às mulheres.

7 Anos da Casa da Mulher Brasileira Arquivo Ascom Setrabes 3

Nesta quinta-feira,15, a Casa da Mulher Brasileira celebra sete anos de atividades, destacando sua atuação no acolhimento de mulheres em situação de violência no Estado. O espaço oferece suporte jurídico, psicológico, social e proteção 24 horas por dia.

A unidade, coordenada pela CEPPM (Coordenação Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres) da Setrabes (Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social), dispõe de todos os serviços necessários e funciona por meio de parceria com a Polícia Civil e a Polícia Militar, além de instituições do Judiciário, da assistência social e da Sesau (Secretaria de Saúde), que colaboram integrando o fluxo de atendimento.

Ao longo desses sete anos de funcionamento, a Casa da Mulher Brasileira contabilizou 42.504 atendimentos a mulheres que procuraram o equipamento por demanda espontânea ou acompanhadas pela rede de proteção e garantia de direitos, incluindo retornos.

A secretária da Setrabes, Tânia Soares, afirmou que desde a inauguração em 2019 a Casa da Mulher Brasileira passou a ser um espaço seguro, oferecendo apoio jurídico, psicológico e social.

“Esta data representa não só o tempo de funcionamento, mas também a trajetória de acolhimento e transformação na vida de tantas mulheres em situação de violência no nosso Estado. Cada atendimento realizado aqui é um passo importante para a recuperação, força e autonomia das mulheres que buscam ajuda”, explicou.

Segundo a coordenadora da CEPPM, Graça Policarpo, a Casa da Mulher Brasileira foi criada por meio da parceria entre o Governo Federal e o Estado e reúne cinco instituições para dar suporte às mulheres vítimas de violência.

“Até o momento, atendemos mais de 44 mil mulheres, oferecendo acolhimento. Também promovemos ações itinerantes em comunidades indígenas e rurais, com o objetivo de prevenir a violência e reduzir os índices de feminicídio”, acrescentou.

Conheça os principais serviços disponíveis na Casa da Mulher Brasileira:

Acolhimento e Triagem: É a porta de entrada da Casa da Mulher Brasileira. Cria um vínculo de confiança, agiliza os encaminhamentos e dá início aos atendimentos oferecidos pelos demais serviços da Casa ou pela rede, quando necessário.

Apoio Psicossocial: A equipe multidisciplinar realiza atendimento psicossocial contínuo e apoia os demais serviços da Casa. Auxilia na superação dos impactos da violência, contribuindo para a recuperação da autoestima, autonomia e cidadania.

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher: Unidade da Polícia Civil responsável por ações de prevenção, proteção e investigação de crimes de violência doméstica, sexual, entre outros.

Defensoria Pública: A Defensoria Especializada na Defesa dos Direitos da Mulher orienta sobre direitos, presta assistência jurídica e acompanha todas as fases de processos judiciais de natureza civil ou criminal.

Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher: Fornece orientações sobre o fato e o processo; estratégias para romper o ciclo de violência e promover a autonomia feminina; informações e providências relativas às Medidas Protetivas de Urgência; avaliação do caso e encaminhamento a outros setores da CMB, do Ministério Público ou da Rede de Proteção.

Central de Transportes: Facilita o deslocamento das mulheres atendidas na Casa da Mulher Brasileira para outros serviços da Rede de Atendimento, como saúde, rede socioassistencial (Cras e Creas), medicina legal, entre outros.

Patrulha AME: Serviço da Polícia Militar que atende mulheres vítimas de violência doméstica, encaminhando-as às delegacias e às demais redes de atendimento.

Alojamento de Passagem: Espaço de acolhimento temporário de curta duração (até 48h) para mulheres em situação de violência, acompanhadas ou não por seus filhos, que corram risco iminente de morte.

Serviço de Saúde: Atende mulheres em situação de violência, encaminhando vítimas ao serviço de emergência quando necessário e oferecendo acompanhamento médico e psicossocial.

Promoção da Autonomia Econômica: Essa modalidade é uma das “portas de saída” da situação de violência, oferecendo educação financeira, qualificação profissional e apoio para inserção no mercado de trabalho, visando a autonomia econômica das mulheres.

Brinquedoteca e Ludoteca: Acolhem crianças de 0 a 12 anos que acompanham as mulheres enquanto aguardam o atendimento.

Endereço

O atendimento na Casa da Mulher Brasileira funciona na rua Uraricoera, 919, bairro São Vicente. A população também pode contatar o serviço pelo número (95) 98102-2480 ou pelo email: cmb.boavista.rr@gmail.com

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