Brasil ultrapassa 44 mil cervejas registradas e bate recorde no valor das exportações do setor

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O Brasil alcançou, em 2025, o maior número de cervejarias da série histórica. Conforme o Anuário da Cerveja 2026 – Ano de Referência 2025, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país contabilizou 1.954 estabelecimentos, distribuídos em 794 municípios.

O levantamento também aponta crescimento no número de produtos e o maior valor registrado nas exportações do setor, que somaram US$ 218,4 milhões. Na comparação histórica, o total de cervejarias aumentou 4.785%. Em 2025, o crescimento foi de 0,3%, evidenciando estabilidade no ritmo de expansão.

O documento reúne dados da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa e consolida informações sobre registros de estabelecimentos e produtos, além de indicadores de exportação, importação, emprego e produção.

Em 2025, foram registradas 44.212 cervejas, um aumento de 2,4% em relação ao ano anterior, com a inclusão de 1.036 novos registros. O número de marcas também cresceu, alcançando 56.170, refletindo a ampliação da variedade no mercado nacional.

Segundo o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Hugo Caruso, os dados evidenciam maior presença da cerveja brasileira no exterior.

“Embora o crescimento interno tenha sido mais contido, o incremento no valor das exportações e o superávit histórico da balança comercial ressaltam o protagonismo crescente da cerveja brasileira no mercado internacional”, afirma.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel, o setor conseguiu se adaptar ao cenário do ano. “Os números do Anuário mostram um setor que continua evoluindo e ampliando sua presença no país”, ressalta.

“Nos desafios enfrentados em 2025, a cerveja provou que pode se reinventar e se adaptar. O brasileiro valoriza a cerveja em seus momentos de celebração e conexão, tornando-a incomparável”, complementa.

Distribuição no país

São Paulo mantém a liderança nacional entre os estados, com 452 cervejarias registradas. O Sudeste concentra 47,2% do total, totalizando 923 unidades.

A produção está presente em 794 municípios, o que corresponde a 14,3% das cidades brasileiras. Dentre elas, a capital paulista lidera com 61 estabelecimentos. O número de cidades com pelo menos dez cervejarias subiu para 25 em 2025.

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Considerando a população, o país possui em média uma cervejaria para cada 108.794 habitantes. Santa Catarina lidera esse indicador, com uma cervejaria para cada 32.625 habitantes.

Comércio internacional

As exportações de cerveja atingiram 315,5 milhões de litros em 2025, uma queda de 5,1% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o faturamento alcançou o maior patamar da série, com US$ 218,4 milhões, indicando valorização do produto no mercado externo.

A cerveja brasileira foi exportada para 77 países, com quase todo o volume destinado à América do Sul (98,5%). O Paraguai concentrou 62,3% das vendas externas, seguido pela Bolívia, Uruguai, Argentina e Chile.

Por outro lado, as importações cresceram significativamente em volume (+251,4%), passando de cerca de 7,5 milhões de litros em 2024 para 26,3 milhões em 2025. Em valor, o aumento foi menor (+1,7%), totalizando aproximadamente US$ 9,4 milhões, sugerindo redução do preço médio.

Os Estados Unidos responderam pela maior parte das compras externas do Brasil, com 19,5 milhões de litros, correspondentes a 74,2% do total importado. Alemanha, Argentina, Uruguai e Espanha também figuram na lista.

Emprego e produção

O setor de bebidas superou 143 mil empregos diretos em 2025, sendo 41.976 vinculados à produção de malte, cerveja e chope.

A produção nacional ultrapassou 15 bilhões de litros de cerveja em 2025, conforme a Declaração Anual de Produção e Estoques. Deste total, 29,2% referem-se a cervejas puro malte.

Uma das inovações do anuário foi a inclusão de mapas de distribuição das cervejarias, elaborados em parceria com a Embrapa Territorial, possibilitando melhor visualização da concentração das unidades pelo país.

Outro destaque foi o crescimento das cervejas sem glúten, com aumento superior a 400% na produção, acompanhando as mudanças nos hábitos de consumo.

O Anuário da Cerveja 2026 compila dados sobre registros, produção, comércio exterior e emprego, funcionando como referência estatística do setor no país.
 

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