O Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR) intensificou as ações de prevenção e combate a incêndios em todo o estado. Enquanto atuam nas áreas atingidas pelos focos, as equipes também orientam a população sobre a importância da queima controlada.
Entre as regiões afetadas está Murupu, na zona rural de Boa Vista, que tem registrado diversos incêndios — em grande parte provocados por moradores. O PA (Projeto de Assentamento) Nova Amazônia, por exemplo, também tem recebido atendimento do Corpo de Bombeiros em razão do alto número de ocorrências.
O gerente de Proteção e Defesa Civil, major Rodrigo Maciel, informou que, neste ano, as ações de prevenção e combate somam 8.716 atividades. Desse total, 584 foram combates a incêndios, sendo 198 ocorrências na capital, com maior concentração na área urbana.
“Os demais municípios onde temos atuado são Amajari, Cantá e Bonfim, que receberam atenção especial nos últimos dias com ações de resposta diretamente relacionadas ao combate a incêndios florestais, de vegetação e em terrenos baldios”, afirmou.
Maciel declarou que, segundo o satélite de referência do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Boa Vista apresentou aumento no número de focos em comparação ao ano passado, quando prevalecia o fenômeno La Niña.
“De janeiro a março do ano passado, foram registrados em Boa Vista 22 focos. No mesmo período deste ano já são 65 focos, o que representa 5,8% dos focos de todo o estado. Até este mês, o estado registra 408 focos, valor um pouco abaixo da média histórica para o período, que é de 622”, esclareceu.
Ainda segundo a coordenadoria, Roraima teve aumento de 66% nos focos de incêndio ao comparar os meses de janeiro, fevereiro e março de 2025 com os mesmos meses de 2026.
Áreas monitoradas
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil realiza o monitoramento diário das áreas de interesse em todo o estado por meio de sites oficiais, como os do Inpe e do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), entre outros, que indicam as regiões com focos em Roraima.
“Com base nesses dados, analisamos a persistência dos focos e identificamos quais áreas de risco têm maior propensão à propagação rápida de incêndios, além de elaborar um boletim climático com informações relevantes para orientar a tomada de decisão. Também contamos com monitoramento em campo pelas coordenadorias municipais de proteção e defesa civil e por nossas bases temporárias”, afirmou.
Moradores recebem orientação
Rodrigo Maciel ressaltou que a população vem recebendo orientações voltadas à prevenção. “Se for necessário utilizar o fogo, procure os órgãos ambientais, como a Fundação Estadual de Meio Ambiente, para regularizar a prática e não incorrer em crime”, disse.
“Queimadas sem autorização configuram crime, tanto em áreas rurais quanto urbanas. O uso de fogo para limpeza de terreno baldio, por exemplo, também é caracterizado como crime”, acrescentou.
O gerente de Proteção e Defesa Civil enfatizou ainda a importância de manter terrenos urbanos limpos e, na zona rural, proteger-se com aceiros. Assim, se houver um incêndio florestal nas imediações, o morador poderá resguardar seus bens, plantações, animais e pastagens, evitando danos maiores”, finalizou.



