Na manhã desta sexta-feira, 4, crianças com dificuldades de mobilidade atendidas pela rede municipal de saúde começaram a receber cadeiras de rodas adaptadas fornecidas pela Prefeitura de Boa Vista. A ação faz parte do trabalho de reabilitação realizado em parceria com o programa “Viver Sem Limites”.
Conforme a secretária municipal de Saúde, Mareny Damasceno, as crianças são atendidas no Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA) e, em seguida, encaminhadas ao Centro de Prevenção de Câncer de Colo e Mama (CPCOM) para avaliação com o fisioterapeuta. Com base nessa avaliação, as cadeiras são confeccionadas sob medida, considerando o porte e o peso de cada criança.
“Havia muita expectativa para a chegada dessas cadeiras, pois são crianças que precisam de apoio para se locomover e, em muitos casos, não conseguem andar sem auxílio. Assim, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), disponibiliza esses equipamentos para promover autonomia, conforto e a participação das crianças nas atividades do dia a dia”, afirmou.
Nesta primeira etapa foram entregues 25 equipamentos; os outros 34 já estão disponíveis no CPCOM e poderão ser retirados nos próximos dias. As famílias que ainda não receberam as cadeiras podem procurar a unidade na Av. Olímpica, 219, Jardim Tropical, de segunda a sexta-feira, nos períodos da manhã ou da tarde.
Maior independência e liberdade para sair de casa
Entre as crianças atendidas nesta sexta-feira está Naia Alessandra, de 5 anos, que foi diagnosticada com uma miopatia congênita rara e escoliose. De acordo com a mãe, Hillary Figueira, Naia costuma se deslocar arrastando-se e, quando precisam sair de casa, muitas vezes era carregada no colo.
“A cadeira de rodas é uma grande ajuda. A Naia não ganha peso como outras crianças e está ficando pesada para eu carregar o tempo todo. Ela gosta de se arrastar, mas, quando saímos, eu precisava levá-la no colo. Agora ela terá mais autonomia”, contou a mãe.
Igor Benjamin, de 4 anos, também recebeu sua cadeira de rodas. Segundo a mãe, Ana Vitória Silva, nos primeiros anos de vida ele passou a maior parte do tempo no colo devido à paralisia cerebral.
“Foram quatro anos bem difíceis, porque ele ficava muito no meu colo ou na cama. Agora, com a cadeira, ele vai ganhar um pouco mais de autonomia e será mais fácil levá-lo para fora, nem que seja para sentar na frente de casa. Sem a cadeira, era muito cansativo para mim”, explicou.




