Banco da Amazônia expande crédito sustentável e destina R$ 1,7 bilhão para projetos ambientais no primeiro trimestre

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O Banco da Amazônia investiu R$ 1,7 bilhão somente no primeiro trimestre de 2025, por meio das chamadas Linhas Verdes – linhas de crédito voltadas para o desenvolvimento sustentável na Região Amazônica. Esse montante representa um crescimento de 41,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As informações constam no Relatório da Administração 1T25 da instituição.

Segundo o documento, esse desempenho reforça o papel do banco no apoio a projetos focados em sustentabilidade ambiental e desenvolvimento regional.

Nesse contexto, o presidente do banco, Luiz Lessa, destaca a COP30, que ocorrerá este ano em Belém (PA), como uma oportunidade para fortalecer a agenda sustentável da região. “Em ano de COP30, em Belém, temos a chance de mostrar ao mundo que é possível integrar desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, preservação ambiental e biodiversidade, gerando melhor qualidade de vida para todos os amazônidas e brasileiros”, ressalta Luiz Lessa.

Fábio Maeda, diretor de Controle e Risco do Banco da Amazônia, comenta sobre a atuação da instituição em projetos sustentáveis no primeiro trimestre de 2025. “Ampliamos o apoio a projetos de bioeconomia, transição energética, restauração de ecossistemas e expansão de cadeias produtivas sustentáveis, focando na inclusão social e alinhamento com os ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, o que reforça o nosso Propósito Institucional.”

Amazônia Empresarial Verde

Um exemplo de linha verde é a Amazônia Empresarial Verde, que tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável, focado em empresas que adotam boas práticas ambientais, sociais e de governança.

O financiamento está disponível para negócios de todos os portes que atuam em setores estratégicos como agroindústria, indústria, turismo, cultura, comércio, serviços, saúde, educação e atividades agroindustriais voltadas à exportação, em projetos alinhados às premissas da sustentabilidade.

As taxas de juros variam conforme o município, setor, porte da empresa e a finalidade do projeto, sendo menores para empresas de pequeno porte e maiores para as de grande porte.

Os prazos de financiamento chegam a até 15 anos (com carência de até 4 anos), podendo alcançar 20 anos para empreendimentos específicos do setor turístico. Para capital de giro, o prazo é de até 36 meses, com carência de até 5 meses.

FNO – Amazônia Infraestrutura Verde

Outra linha verde de destaque é a FNO – Amazônia Infraestrutura Verde, destinada a projetos que integram infraestrutura e sustentabilidade. O objetivo é apoiar iniciativas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida na região amazônica, sempre com foco na preservação ambiental e na adoção de práticas ecologicamente responsáveis.

Os setores contemplados incluem projetos de infraestrutura básica, como sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além da geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis. Também são financiados projetos de usinas de compostagem, aterros sanitários sustentáveis e soluções para armazenamento de energia limpa, contribuindo diretamente para a transição energética regional.

Outras áreas atendidas são a implantação de portos e aeroportos com padrões sustentáveis, redes de transmissão e distribuição de energia, além da expansão de sistemas de telefonia fixa e móvel e internet banda larga em comunidades da região. A linha também cobre obras estruturantes de caráter ecológico e sustentável.

Para essa linha, o Banco da Amazônia considera a taxa de juros dos fundos constitucionais (TFC), diferenciada por setor, porte e finalidade. O prazo pode chegar a 34 anos, com carência de até 8 anos. Esse modelo de financiamento é oferecido para empresas de todos os portes, exceto microempreendedores individuais (MEI), que possuem condições especiais em outras linhas para esse segmento.

Para saber mais, acesse: www.bancoamazonia.com.br.

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