Dificuldades enfrentadas por alunos nas fases iniciais da alfabetização têm sido reduzidas com o uso do aplicativo “Leitura em Jogo”, criado na Escola Municipal Juslany de Souza Flores, no bairro Jardim Tropical. De maneira prática, organizada e interativa, a ferramenta monitora a leitura e a fluência das crianças em processo de alfabetização.
Ao adotar o aplicativo, os professores conseguem deixar as aulas mais atraentes, enquanto os alunos aprendem de forma mais dinâmica, o que tem gerado avanços perceptíveis na rotina escolar. Segundo o professor Alyssando Sampaio, idealizador e desenvolvedor do recurso, a proposta foi pensada para apoiar as atividades em sala de aula.
“É um projeto voltado para fortalecer as competências básicas dos alunos que estão sendo alfabetizados. Implantamos a ferramenta na sala de aula no mês passado e já observamos resultados, pois os relatórios são bem detalhados e permitem acompanhar o desenvolvimento das crianças na leitura. Os gráficos mostram a evolução dos estudantes”, disse.
Aplicativo na prática
Na plataforma há atividades interativas, lúdicas e adaptadas à realidade dos estudantes. Elisa Gonçalves, de 9 anos, tem criado o hábito da leitura enquanto passa pelo processo de alfabetização com o professor Alyssando Sampaio. “Desde pequena eu já gostava de ler. Agora, na aula, o professor nos orienta pelo tablet e está sendo muito legal”, contou.
O método utilizado em sala estimula o reconhecimento de letras, a formação de palavras e a compreensão de textos de maneira dinâmica. Para o gestor da unidade, Sóstenes Almeida, a equipe da escola está atenta às dificuldades dos alunos e trabalha constantemente para garantir igualdade de aprendizado entre todos os estudantes acompanhados.
“Estamos sempre preocupados com o desenvolvimento da leitura dos nossos alunos. Ano a ano buscamos incentivar as crianças a praticarem a leitura dentro e fora da escola. Com o empenho do nosso corpo docente, este projeto tem sido implementado de forma enriquecedora. Temos acompanhado o progresso das crianças na leitura em nossa escola”, destacou.
“Leitura em Jogo”
O aplicativo permite cadastrar turmas e alunos, possibilitando um acompanhamento individual e contínuo. Cada estudante realiza um diagnóstico de leitura definido pelo professor, respeitando seus níveis e necessidades. Há duas formas de avaliação: automática e manual. Na automática, o aluno lê o texto em voz alta e o sistema reconhece as palavras pronunciadas.
Esse recurso oferece retorno imediato e visual, tornando a experiência mais envolvente para a criança. Na avaliação manual, o professor acompanha a leitura e registra diretamente na plataforma, marcando acertos e erros observados. Essa alternativa é fundamental, pois mantém a flexibilidade pedagógica e valoriza o olhar do docente, já que cada aluno tem seu próprio ritmo.




