No âmbito da programação do Agosto Lilás, a Comunidade Indígena Serra da Moça recebeu, nesta segunda-feira (10), uma ação da Rede de Proteção à Mulher direcionada aos alunos da Escola Municipal Vovô Jandico. A iniciativa foi realizada em parceria entre o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e a Patrulha Maria da Penha.
Na palestra, as crianças participaram de uma conversa educativa sobre os diversos tipos de violência contra a mulher, aprendendo a identificar situações de violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. Segundo Ingrid Furtado, coordenadora do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado à Família e Indivíduos, essas ações levam informação e trabalham a prevenção, contribuindo para reduzir casos de violência.
“Há anos o CREAS desenvolve ações em conjunto com a Patrulha Maria da Penha nas comunidades indígenas de Boa Vista, com o objetivo de conscientizar, prevenir e proteger as mulheres. A iniciativa busca evitar que ocorram situações de violência, fortalecendo a rede de proteção e tornando esses casos menos frequentes”, disse.
Sensibilização na escola
Com linguagem adequada à faixa etária, a equipe também reforçou a importância de não ficar em silêncio diante de uma situação de violência e explicou que é possível pedir ajuda a adultos de confiança e pelos canais da rede de proteção. Para Jessyka Pereira, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, levar essa informação para a escola ajuda as crianças a saberem onde e como buscar apoio.
“Apresentamos informações sobre os crimes previstos na Lei Maria da Penha, orientamos sobre como acionar os canais de socorro e explicamos a atuação do CREAS diante dessas violações de direitos. A ideia é levar esse conhecimento às crianças para que elas reconheçam situações de violência tanto na escola quanto em casa”, afirmaram os responsáveis.
As crianças que participaram compartilharam o que aprenderam durante a atividade. Andris Maryoris, 11 anos, prestou atenção e compreendeu que a violência não deve ser tolerada. “Devemos cuidar e proteger as mulheres. Se acontecer algo ruim, podemos pedir ajuda. Não se pode empurrar, maltratar ou insultar”, contou.
A ação também chamou a atenção dos meninos. É o caso de João Lucas, 10 anos, que saiu da atividade com os números de telefone da Rede de Proteção decorados. “Proteger as mulheres é importante e não devemos ter medo de ligar para o 180 ou para o 190 para pedir ajuda”, destacou.




