A indústria naval brasileira busca expandir sua participação em um ciclo de investimentos que pode movimentar US$ 120 bilhões em exploração e produção de petróleo e gás entre 2026 e 2030. Nesse mesmo período, a Petrobras projeta investir US$ 9,7 bilhões na construção naval.
Para disputar uma fatia desse mercado, uma delegação formada por mais de 30 representantes de 20 empresas brasileiras marcou presença na SMM 2026, em Hamburgo, Alemanha, uma das principais feiras internacionais do setor marítimo.
A missão integra o Invest in Brasil – Shipbuilding & Offshore, uma iniciativa da Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (ABEEMAR), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (SINAVAL). O objetivo é aproximar empresas brasileiras de investidores, fornecedores de tecnologia e potenciais parceiros internacionais.
Durante o evento, a delegação teve acesso a uma programação voltada à geração de negócios. O grupo contou com um estande brasileiro que serviu para a apresentação das empresas e projetos do setor, além de participação em reuniões com companhias internacionais, visitas técnicas e encontros com investidores e possíveis parceiros.
Segundo o presidente executivo da ABEEMAR, João Azeredo, a presença brasileira na SMM visa transformar a retomada da indústria em contatos comerciais e investimentos.
“Queremos mostrar a nova realidade da indústria naval e offshore do Brasil e colocar nossas empresas frente a frente com quem pode investir, fornecer tecnologia, estabelecer joint ventures ou desenvolver negócios no país”, destaca.
Indústria naval busca novos parceiros no exterior
A participação brasileira ocorreu em um cenário de retomada das encomendas e aumento da demanda na construção naval e nas atividades offshore no país. O objetivo foi apresentar esse mercado a empresas estrangeiras interessadas em estabelecer parcerias comerciais e tecnológicas, criar joint ventures, realizar investimentos produtivos ou iniciar operações no Brasil.
O estande brasileiro na SMM serviu como ponto de encontro da delegação e para a apresentação das empresas participantes. A lista completa das companhias que integraram a missão e estiveram no espaço brasileiro pode ser consultada neste link.
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A programação também incluiu visitas a empresas e instalações do setor, além de reuniões previamente agendadas. A ideia foi aproximar os representantes brasileiros de tecnologias, modelos industriais e potenciais parceiros nos mercados europeu e internacional.
Missão dá sequência ao projeto
A viagem à Alemanha foi a segunda grande ação do Invest in Brasil – Shipbuilding & Offshore. O projeto foi lançado durante a Navalshore 2026, realizada no Rio de Janeiro, oportunidade em que foram promovidas 37 reuniões B2B entre empresas brasileiras e 15 companhias estrangeiras de sete países.
Na ocasião, os participantes indicaram uma expectativa de mais de US$ 18 milhões em negócios e investimentos para os 12 meses seguintes.
Agora, a estratégia foi levar as empresas brasileiras diretamente aos mercados internacionais. Enquanto na Navalshore o foco foi atrair representantes estrangeiros para conhecer o mercado nacional, na SMM o objetivo foi apresentar a indústria brasileira em um dos principais eventos mundiais do setor marítimo.
“A ideia é criar uma continuidade. Começamos conectando empresas internacionais ao Brasil durante a Navalshore, e agora vamos ao encontro do mercado global na SMM. Queremos que cada ação gere relacionamentos que sejam cultivados após o evento”, ressalta Azeredo.
O Invest in Brasil – Shipbuilding & Offshore ainda prevê missões empresariais, participação em eventos internacionais, reuniões B2B, matchmaking, visitas técnicas e ações de promoção e inteligência de mercado.
Sobre o Invest in Brasil – Shipbuilding & Offshore
O Invest in Brasil – Shipbuilding & Offshore tem como objetivo a promoção internacional da indústria naval e offshore brasileira, além da atração de investimentos, tecnologias e parcerias. O projeto visa aproximar estaleiros, fornecedores e empresas brasileiras de investidores e parceiros internacionais por meio de ações realizadas no Brasil e no exterior.



