Além da criação de peixes, o Moro-Morí promove oportunidades e contribui para a segurança alimentar na área indígena da capital. Conforme o cronograma do projeto, a comunidade Lago Grande, na região do Baixo São Marcos, realizou a despesca de 2,12 toneladas de tambaqui no domingo, 30.
A despesca representa a retirada dos animais dos tanques após meses de trabalho e acompanhamento durante o ciclo produtivo, com o apoio da Prefeitura de Boa Vista. Segundo o secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, o projeto eleva a qualidade nutricional da alimentação das famílias.
“Parte da produção será destinada à comercialização e outra parte ficará para consumo da comunidade. Num primeiro momento, o projeto melhora a qualidade nutricional da dieta, gera renda para os envolvidos e incentiva a continuidade da ação. Os peixes apresentaram tamanho superior à média que temos observado ao longo do projeto”, disse.
Famílias piscicultoras
O monitoramento mensal das atividades mostrou resultados positivos. Os peixes foram retirados aos nove meses de criação, antecipando em dois meses o prazo inicialmente previsto de 11 meses.
Para Manoel Serafim, coordenador do projeto na comunidade Lago Grande, o Moro-Morí é um trabalho coletivo entre os moradores e a Prefeitura de Boa Vista, com resultados positivos para todos os participantes.
“Este projeto representa uma grande conquista para nossa comunidade, contribuindo para a melhoria da alimentação, além de gerar oportunidades e estimular a participação de famílias, jovens e crianças. Fortalece a união local e incentiva outras pessoas a se envolverem. A equipe da prefeitura nos acompanha regularmente e tudo tem evoluído bem”, relatou.
Moro-Morí
Lançado em 2023 pela Prefeitura de Boa Vista, o Moro-Morí já resultou na produção de aproximadamente 11 toneladas de peixe. As comunidades Ilha, Serra da Moça, Darôra, Campo Alegre e Vista Alegre já concluíram a despesca, evidenciando o avanço da piscicultura e os benefícios do programa para as localidades participantes.




