Há mais de 20 anos, o Coral ArtCanto, da Prefeitura de Boa Vista, realiza ações que vão além do canto. O projeto conta com uma equipe técnica comprometida com o desenvolvimento artístico e humano de crianças e adolescentes e, desde o início do ano, também aborda temas relacionados à agricultura familiar com seus participantes.
Nesta semana, os integrantes tiveram a chance de conhecer de perto tecnologias empregadas no campo para tornar mais eficiente o trabalho dos agricultores em etapas como o plantio e a colheita. A atividade foi realizada na sede do projeto, localizada na Avenida São Sebastião, no bairro Cambará.
“A ideia é ampliar o conhecimento dos participantes sobre a realidade da agricultura familiar e mostrar como a tecnologia vem transformando diferentes atividades na zona rural e nas comunidades indígenas”, explicou a gerente do projeto ArtCanto, Alana Cristina.
Crianças entram em contato com robô
Uma das atrações foi o robô mascote de uma empresa local, utilizado em ações de entretenimento e em apresentações públicas. O equipamento também pode realizar rondas em grandes áreas, percorrer longas distâncias e monitorá-las por meio de câmeras.
O aparelho tem autonomia aproximada de 1h40 de bateria e pode cobrir até 10 quilômetros em atividades de monitoramento, conforme as condições de operação. Para o gerente da empresa, João Vitor Leitão, apresentar essa tecnologia às crianças é uma forma de mostrar que a inovação também está presente em Roraima.
“É uma excelente oportunidade para mostrar à criançada como a tecnologia evolui e que aqui existem empresas que trazem essas soluções, seja para a agricultura, para o dia a dia ou para a segurança pública. Foi uma grande honra para nossa equipe participar desse belo projeto da Prefeitura, apresentando o nosso mascote”, afirmou.
Experiência instiga curiosidade
Aos 12 anos, Vitória Pereira Vieira disse ter ficado impressionada com a experiência de ver o robô de perto. “É algo novo, bem tecnológico. Aprendemos para que ele serve e sobre a tecnologia que está sendo desenvolvida. Achei muito legal”, contou.
Davi Figueiredo, também de 12 anos e participante do programa há quatro meses, ficou surpreso com os movimentos do equipamento. “O robô é muito maneiro. Parece mesmo um cachorro e até dá a patinha. O que eu mais gostei foi quando ele estava dançando”, afirmou.
Além da demonstração do robô, Davi relacionou a visita ao conteúdo que vem aprendendo sobre tecnologia no campo. “Ele também auxilia quem trabalha no campo, na colheita e até em resgates. Funciona parecido com os drones, que ajudam nas plantações, na irrigação e no trabalho dos produtores, permitindo que concluam as tarefas com mais rapidez”, explicou.




