Estimular o autoconhecimento, o respeito às diferenças e a empatia entre os estudantes da rede municipal. Esses são alguns dos objetivos do projeto Palestras nas Escolas do Campo e Indígenas, realizado nesta terça-feira, 7, na Escola Municipal do Campo Maria de Lourdes Dias de Abreu, na Vila do Passarão, com palestras e atividades educativas sobre saúde emocional e prevenção ao bullying.
A ação é coordenada pela Gerência de Apoio Pedagógico e Psicossocial (GAPPS), com apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), e atende alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental de Boa Vista. Conforme explicou a psicopedagoga Magali Melo, a proposta é promover um ambiente escolar mais respeitoso, seguro e inclusivo.
“O projeto busca fortalecer a saúde mental das nossas crianças por meio de abordagens lúdicas que trabalham as emoções no cotidiano, ensinando como reconhecê-las e desenvolver autocontrole. No que se refere ao bullying, atuamos na prevenção para que identifiquem o problema, o nomeiem e conversem com um adulto sobre o ocorrido”, disse.
Com as turmas do 1º ano, as palestrantes trabalharam emoções como raiva, tristeza e alegria por meio de brincadeiras e desafios lúdicos, levando as crianças a identificar situações em que esses sentimentos aparecem. “Quando meu amigo chega na escola eu me sinto feliz”, contou o aluno Erisson Cauã.
Trabalho envolve toda a comunidade escolar
No Ensino Fundamental, as relações sociais se tornam mais complexas e, por consequência, aumentam os conflitos e as situações de bullying, que prejudicam a autoestima, o rendimento escolar e a saúde mental dos estudantes. Por isso, para os alunos do 5º ano, o projeto direciona palestras com foco na prevenção.
“Realizamos esse trabalho há bastante tempo na rede, porque faz toda a diferença a criança saber como lidar com um colega e com a situação. Atuamos junto aos professores, às famílias e à comunidade escolar como um todo”, pontuou Magali.
Gestora da unidade há quatro anos, Elizabete da Silva destacou a importância de iniciativas como essa nas escolas. “Mostrar às crianças que são iguais e que devemos cultivar bons sentimentos pelos colegas é fundamental. Elas voltam para casa contando o que aconteceu na escola e expressando o que sentem, e a família passa a reforçar essa mensagem. É algo que extrapola os limites da escola”, afirmou.
PROJETO – Ao longo do ano, a iniciativa será levada a todas as escolas do campo e indígenas da rede municipal de ensino, com embasamento teórico alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que ressalta a importância do desenvolvimento do autoconhecimento, da empatia, do diálogo e da responsabilidade nas instituições escolares.




