Arthur Henrique (PL) se despede da Prefeitura de Boa Vista após seis anos à frente da capital, encerrando uma gestão marcada por obras, programas e entregas tanto na cidade quanto no interior. Entre obstáculos e conquistas, a administração deixou um legado com impacto direto na rotina da população.
Eleito prefeito de Boa Vista em duas ocasiões com votações expressivas — 85,36% em 2020 e 75,18% em 2024 — Arthur Henrique priorizou projetos estruturantes nas principais áreas do município, ampliando a rede de drenagem, eliminando pontos de alagamento, construindo escolas, unidades básicas de saúde e investindo nas áreas rural e indígenas.
Ao longo de sua trajetória em Boa Vista, também exerceu os cargos de vice-prefeito (2017–2020) e de secretário de Educação e de Inclusão Digital.
“Foram quase 14 anos dedicados à prefeitura e à nossa cidade — oito anos ao lado de Teresa [Surita – ex-prefeita], acumulando experiência, e mais de cinco anos com a honra de ser prefeito. Realizamos muitas ações pela cidade, criamos um padrão de trabalho que nos orgulha e que serve de referência nacional e internacional”, afirmou o ex-prefeito.
Segundo o Censo 2022, Boa Vista foi a capital que mais cresceu, com aumento de 45,43% na população em 10 anos. Esse crescimento exigiu planejamento e gestão para não apenas manter os serviços, mas ampliá-los, assegurando mais qualidade de vida aos moradores.
Gestão focada em resultados e na melhoria da qualidade de vida
A administração realizou 942 km de drenagem, ações de asfaltamento, recapeamento, calçamento e urbanização de vias, recuperou estradas vicinais, eliminou 46 pontos críticos de alagamento e implantou 58 galerias em ruas e vicinais.
Na educação, foram entregues 19 escolas novas e 20 unidades ampliadas para atendimento em creche, educação infantil e ensino fundamental, alcançando 54 mil alunos matriculados na rede municipal. A cidade passou a contar com o primeiro Centro Especializado no Transtorno do Espectro Autista. A frota do transporte escolar foi renovada com 84 ônibus novos e houve fortalecimento do uso de tecnologia no processo de aprendizagem.
Na saúde, houve ampliação de equipamentos e equipes: 10 unidades básicas entregues e outras quatro concluídas e prontas para inauguração. Foi construída a primeira UBS na zona rural, marco no atendimento local. O Hospital da Criança Santo Antônio recebeu ampliações e reformas, incluindo melhorias na UTI.
Boa Vista passou a contar com um Centro de Teleassistência para ampliar o acesso a especialistas. Foram convocados 700 profissionais de saúde aprovados em concurso, além da realização de um novo concurso com oferta de 672 vagas.
O apoio aos pequenos produtores avançou com investimentos e tecnologia: R$ 77 milhões aplicados no desenvolvimento agrícola local; instalação de 156 sistemas de irrigação por energia solar em propriedades rurais; escavação de 16 tanques para criação de peixes em comunidades indígenas; e disponibilização de 149 máquinas e implementos agrícolas para preparo do solo, plantio e colheita.
Para fomentar a economia local, foi criada a Agência Municipal de Empreendedorismo, que liberou mais de R$ 7 milhões em crédito e promoveu capacitação a pequenos negócios, contribuindo para geração de emprego e renda.
A desburocratização para abertura de empresas trouxe reconhecimento: Boa Vista foi apontada como a capital mais livre para trabalhar no ranking do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, além de receber o Prêmio Liberdade para Trabalhar, do Instituto Liberal de São Paulo (ILISP).
Os investimentos em bem-estar resultaram na criação de praças em bairros que não dispunham de áreas de lazer, como Pedra Pintada e João de Barro, além da revitalização de espaços públicos. O apoio à cultura foi ampliado com leis de incentivo a artistas e produtores.
Eventos tradicionais foram reforçados, como o Boa Vista Junina, e novos eventos, como o Mormaço Cultural, passaram a atrair visitantes de outras regiões, dinamizando a economia criativa local.
A cidade recebeu o primeiro Centro de Compostagem da Amazônia Legal e dois ecopontos para gestão sustentável de resíduos. A eficiência no atendimento aos munícipes aumentou com a convocação de mais de 5 mil concursados para diversas áreas e com programas de capacitação permanente dos servidores.
Boa Vista entrou para a lista das 10 capitais mais seguras do país, com redução de 27% nos homicídios, segundo o Anuário 2025 de Cidades Mais Seguras do Brasil. A proteção às mulheres foi reforçada com a patrulha Maria da Penha. Investimentos em tecnologia, mais efetivo e equipamentos foram fundamentais para esses resultados.
O concurso da Guarda Civil Municipal convocou 300 aprovados, zerando o cadastro de reserva. O município implantou a Central de Comunicação e Monitoramento, com câmeras distribuídas pela cidade, além de novas viaturas e drones para apoiar as ações de prevenção e repressão.
Arthur Henrique concluiu sua gestão pautada por planejamento, decisões estratégicas e compromisso com a boa gestão dos recursos públicos e com o cidadão. Um legado que transformou a realidade de muitos moradores, na área urbana, rural e nas comunidades indígenas.




