Com o fim da 2ª temporada de Frieren, as atenções já se voltam para a 3ª temporada. Com estreia prevista para outubro de 2027, os fãs terão de esperar um pouco mais para rever sua maga favorita. Para adiantar um pouco, o Minha Série conversou com a dubladora da protagonista.
Jacque Souza já dublou Rocío em Elite, Camie Utsushimi em My Hero Academia e Marina em Bridgerton. Desde 2023, ela empresta a voz à querida Frieren, protagonista de um dos animes mais populares da atualidade. Confira abaixo a entrevista com a dubladora!
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O desafio de transmitir emoção a uma personagem apática
Apesar de ser a protagonista, Frieren costuma demonstrar poucas emoções. É uma personagem reservada, que vive há muitos anos e, de certa forma, se protegeu das emoções. Sobre o desafio de dar voz a alguém assim, Jacque Souza explicou como constrói a interpretação vocal de Frieren:
“É uma linha bem tênue, né? Porque ela está sempre nesse tom meio apático, mas tem nuances: às vezes vem uma ironia, às vezes um entendimento do outro, ou uma nostalgia quando ela lembra de algo. Então, de fato, é um trabalho artístico — é preciso lapidar bastante o diamante, porque eu tenho que manter o tom de quem ‘não tá nem aí’, mas inserir essas pitadas justamente nos momentos que a narrativa pede. É um trabalho de atriz bem minucioso.”, disse a dubladora.
Muitos dos momentos cômicos funcionam exatamente por esse tom de Frieren, e a dubladora comentou sobre isso:
“Eu amo isso nela. Porque quando você menos espera, aparece uma ironiazinha. Eu me divirto demais com ela. Na hora da gravação, eu às vezes acho engraçado e dou risada no estúdio. Depois, quando eu reassisto com todo mundo dublado, fica ainda melhor — essa imersão é muito gostosa”, completou a atriz.
A evolução de Frieren na 2ª temporada
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A última temporada não começa com grandes reviravoltas, mas serve para nos reintroduzir ao universo de Frieren — e mesmo assim a personagem passa por mudanças. Ao comparar o trabalho entre as temporadas, Jacque ressalta uma evolução importante na protagonista e em suas relações.
“Para mim houve, com certeza, uma evolução na união entre ela, o Stark e a Fern. Eles estão muito fortes juntos, com um sentimento de confiança, principalmente da parte da Frieren — algo que eu não esperava, já que ela sempre foi muito autossuficiente. Ao longo da vida dela as pessoas foram morrendo, então ver essa entrega é diferente. Com Fern e Stark, eu senti que ela está mudando”, explicou a dubladora.
Frieren conhece Fern no início da 1ª temporada e, depois, Stark; os dois complementam bem a personagem e acabam se tornando algo maior do que uma simples conveniência.
“É uma Frieren que eu não via na primeira temporada, quando ela era mais distante: agora ela está se envolvendo sentimentalmente. Ela está mais humana — o Stark e a Fern trouxeram esse lado afetivo. A essência de elfa dela continua, claro, mas acho que ela está mais relaxada, mais afetuosa e orgulhosa desses ‘filhos’ que ela conquistou”, completou.
Curiosidades sobre o mundo da dublagem
Nos bastidores da dublagem, a atriz revelou detalhes técnicos que muita gente nem imagina. Como uma dubladora faz a risada de um personagem sem, de fato, achar algo engraçado?
“Quando tem risada, eu não tenho vontade de rir — tenho que fazer tecnicamente. A gente usa o diafragma para iniciar a risada, e ela sai como se fosse natural, mas é técnica. Existem também técnicas para chorar. Às vezes você acaba chorando de verdade, porque o corpo e a cabeça entendem aquilo como real, mesmo quando está atuando”, respondeu a atriz.
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