Um sistema de armazenamento de energia entrou em operação em Rudong, na província de Jiangsu, na China, em um projeto anunciado em março pela empresa suíça Energy Vault. A construção, que lembra uma torre industrial desativada, na verdade funciona como uma enorme bateria por gravidade e já está conectada à rede elétrica local para ajudar a equilibrar o fornecimento de energia.
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O princípio de funcionamento é bastante direto. Em períodos de baixa demanda ou quando há excesso de geração solar ou eólica, motores elétricos elevam grandes blocos sólidos por meio de guindastes. Esse processo armazena energia na forma de energia potencial gravitacional. Quando é preciso devolver eletricidade à rede, os blocos descem de forma controlada, acionando geradores e produzindo energia novamente.
Como funciona a bateria de gravidade?
A unidade instalada na China tem potência de 25 megawatts e capacidade de armazenamento de 100 megawatt-hora, o que permite fornecer energia contínua por cerca de quatro horas. Esse período é estratégico para compensar oscilações comuns de fontes renováveis, como a queda na geração solar durante a noite ou as variações do vento ao longo do dia.
Uma das principais vantagens do sistema é que ele não depende de metais críticos como lítio, cobalto ou níquel, presentes em baterias tradicionais. Os blocos são feitos com resíduos industriais, rejeitos de mineração e materiais de construção reciclados, reduzindo custos e o impacto ambiental. Segundo a empresa responsável, o sistema pode operar por mais de 30 anos com pouca perda de eficiência, o que pode tornar essa tecnologia uma alternativa importante para o futuro do armazenamento de energia em larga escala.
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