A perícia no celular do indígena Gabriel Ferreira Rodrigues, de 28 anos, não encontrou indícios de ameaças, conflitos ou qualquer elemento que, até o momento, aponte para uma motivação criminosa relacionada ao caso investigado pela Polícia Civil de Roraima.
Gabriel foi localizado morto nas imediações da RR-203 em 10 de fevereiro deste ano, no município de Amajari, após ter desaparecido por alguns dias.
Essas informações integram o conjunto de laudos apresentados nesta sexta-feira, 20, durante reunião com lideranças indígenas, representantes do CIR (Conselho Indígena de Roraima), da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e advogados.
Na ocasião, foram também apresentadas as duas hipóteses consideradas na investigação: acidente de trânsito — cenário predominante com base na análise pericial — e homicídio, que continua sendo apurado.
O exame foi realizado pelo Núcleo de Inteligência da PCRR, que igualmente constatou a ausência de registros anteriores de ocorrência envolvendo a vítima.
“Não foram identificadas mensagens, registros ou qualquer conteúdo que indicasse que a vítima estivesse sofrendo ameaças. Também não há boletins de ocorrência relacionados a esse tipo de situação”, informou o chefe do Núcleo de Inteligência, Ricardo Pedrosa.
Linha do tempo
Gabriel desapareceu no dia 3 de fevereiro, depois de sair de casa para participar de um evento em uma comunidade indígena. Ele foi visto pela última vez entre as 6h e as 7h da manhã.
As buscas foram conduzidas pela Delegacia de Pacaraima, com apoio do Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas. O corpo foi encontrado em 10 de fevereiro, em uma área de mata próxima à rodovia RR-203, no município de Amajari.
Investigação segue aberta
Apesar de os elementos levantados até agora não apontarem, de forma direta, para uma motivação de homicídio, a Polícia Civil reforça que essa hipótese permanece em investigação.
As apurações prosseguem com base nos laudos periciais e nas demais informações reunidas ao longo do inquérito. O caso continua em investigação até que se possa chegar a uma conclusão definitiva sobre as circunstâncias da morte.
“Apresentamos todos os laudos com transparência, demonstrando como o trabalho foi realizado, desde a coleta dos vestígios até a conclusão das análises. A Polícia Civil está aberta ao diálogo e comprometida com a elucidação dos fatos”, declarou o delegado-geral da PCRR, Luciano Silvestre.
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