Sorrisos espontâneos, abraços demorados e a felicidade de rever amigos após um período afastado. Foi com esse clima que os idosos do Projeto Cabelos de Prata retomaram as atividades nesta sexta-feira, 13, na Vila Olímpica Roberto Marinho. Aproximadamente 180 participantes, vindos de todos os Centros de Referência e Assistência Social (CRAS) de Boa Vista, participaram de um animado ‘Aulão de Ritmos’ que manteve todo mundo em movimento.
A ação, realizada pela Prefeitura de Boa Vista por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SEMADS), ofereceu um momento de integração, fortalecimento de laços e bem-estar através da dança. Para a coordenadora do Cabelos de Prata, Sabrina de Sá, o aulão foi a melhor maneira de recepcionar os participantes.
“Quando fazemos atividades externas, levamos um número de cada CRAS, distribuindo de forma igualitária. Hoje, temos mais de 1.300 idosos no projeto, por isso precisamos selecionar. O aulão de dança é muito solicitado por eles. Programamos dois para este ano e este é o primeiro, marcando esse retorno. Não são só eles que se divertem, nós também. Costumo afirmar que, quando estamos com eles, renovamos as energias”, declarou.
O reencontro após a pausa

A dança corre no sangue. Independentemente do ritmo, onde haja música ela está no centro da quadra se entregando à alegria. Quem conta com entusiasmo é dona Lurdes Viana, 73 anos, participante do projeto há cinco anos pelo CRAS União. “Sentíamos falta de nos reunir com os colegas e retomar as amizades. Ficar muito tempo parada, sem movimento, sem dançar, não é bom. Tudo que toca eu danço, eu gosto muito”.

O pé ainda prefere um bolero, mas o coração aceita qualquer canção. Após dez anos no projeto, pelo CRAS Nova Cidade, seu Joaquim Guilherme, 77 anos, destaca que o mais importante é estar entre amigos. “Ficamos parados por causa das férias, mas hoje viemos participar dessa brincadeira e levar o resto do ano na normalidade. Sou de gosto antigo, prefiro bolero, mas o que tocar eu danço”, relatou.

Veio de longe e encontrou aqui um novo lar. Capixaba de origem, com passagem pelo Rio de Janeiro, Maria Celeste, 72 anos, chegou a Boa Vista há dois anos e se encantou com o acolhimento recebido pelo CRAS São Francisco.
“No Rio não existe um projeto assim. Sempre que penso em viajar, já sinto saudade. Fico até mal, porque sei que lá não terei esse convívio e essa amizade. O Cabelos de Prata me ergueu, deu novo sentido. A gente dança, pula, faz tudo o que puder. É um projeto que transforma nossas vidas. Estou encantada”, enfatizou.

*Supervisionado por Shirleia Rios*




