Centro Integrado vai oferecer atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual em Roraima.

Centro Integrado ira atender criancas e adolescentes vitimas de violencia sexual em Roraima Stephane

A rede de proteção de crianças e adolescentes em Roraima foi reforçada nessa segunda-feira, 2, com a inauguração do CAI (Centro de Atendimento Integrado) 18 de Maio, em Boa Vista. A unidade, entregue pela Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social), é a primeira do tipo no Estado e oferecerá atendimento integrado e humanizado a crianças e adolescentes que sejam vítimas ou testemunhas de violência sexual.

O CAI 18 de Maio atuará exclusivamente em casos de violência sexual, proporcionando acolhimento inicial, escuta especializada, orientação e encaminhamentos responsáveis. A iniciativa visa reduzir a revitimização e evitar a repetição de depoimentos, assegurando um atendimento marcado pelo cuidado, respeito, sigilo e proteção.

Durante a solenidade, o governador Antonio Denarium ressaltou a ampliação da rede de equipamentos sociais no Estado e destacou a importância do novo centro na proteção das pessoas mais vulneráveis.

 “É o Governo do Estado com novo equipamento, com servidores capacitados e treinados para atender com muito carinho, com muito amor, todas aquelas crianças que procuram o nosso atendimento. O governo tem garantido a proteção de homens, de mulheres, de crianças, de jovens e adolescentes nos momentos mais difíceis”, afirmou.

O Centro também conta com o apoio do TJRR (Tribunal de Justiça de Roraima), da DPE-RR (Defensoria Pública Estadual), do MPRR (Ministério Público de Roraima) e da PCRR (Polícia Civil de Roraima). A secretária do Trabalho e Bem-Estar Social, Tânia Soares, explicou que o funcionamento do CAI se baseia na atuação conjunta desses órgãos que compõem a rede de proteção.

“O CAI é composto por diversos atores, como os conselhos tutelares de cada município e os conselhos de direitos. A integração dessas instituições tem como foco o enfrentamento e o combate à violência contra crianças e adolescentes, fortalecendo a segurança pública como um todo”, afirmou.

A solenidade também contou com a presença da secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania), Pilar Lacerda, que ressaltou a relevância da iniciativa no âmbito nacional.

“Este é um início promissor, pois crianças vítimas de violência receberão atendimento integrado, com acesso a hospital e delegacia, sempre referenciadas pelo CAI. Roraima está de parabéns, e estamos animados em mostrar esse trabalho à ministra Macaé [Evaristo] e ao presidente Lula, destacando a prioridade que devemos dar a crianças e adolescentes no País”, destacou.

O delegado‑geral da PCRR, Luciano Silvestre, enfatizou a articulação entre o CAI e as forças de segurança como forma de combater a violência e proteger as vítimas. “O CAI visa proteger as crianças e adolescentes vítimas de violência, vítimas de agressão. Então a ideia da Setrabes é sempre proteger crianças e adolescentes, junto com a Polícia Civil, através da nossa Delegacia de Proteção de Crianças e Adolescentes. A integração é total com a polícia civil. Então é uma obra maravilhosa, nova, acolhedora, que visa o bem-estar das crianças e das adolescentes aqui de Roraima”, afirmou.

Na avaliação do Judiciário, o novo Centro representa um avanço no enfrentamento à violência sexual. Segundo a assessora do Tribunal de Justiça, Flávia Nogueira, a proposta é assegurar prioridade e humanização no atendimento. “O CAI representa a esperança de que crianças e adolescentes vítimas de violência sexual recebam um atendimento mais prioritário e humanizado, buscando evitar a revitimização”, concluiu.

Os casos atendidos no CAI 18 de Maio serão encaminhados de forma articulada à Rede de Proteção do Estado, envolvendo órgãos e serviços como a Polícia Civil de Roraima, o HMINSN (Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth), o HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), o HCSA (Hospital da Criança Santo Antônio), os Cras (Centros de Referência de Assistência Social) e os Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social), além de outras instituições que integram a rede de cuidado e garantia de direitos.

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