O Brasil finalizou o ano de 2025 com um recorde de US$629,1 bilhões na corrente de comércio internacional, o maior valor já registrado na série histórica. As exportações atingiram US$348,7 bilhões e as importações somaram US$280,4 bilhões em 2025, ambos também recordes.
Com esses resultados, o superávit da balança comercial fechou o ano em US$68,3 bilhões, consolidando-se como o terceiro maior saldo da história do país.
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, avaliou que o desempenho reforça a capacidade do Brasil de ampliar sua presença no comércio global, destacando a competitividade das empresas brasileiras no exterior.
“O Brasil pode apresentar um fluxo comercial próximo de 700 bilhões de dólares, com um crescimento nas exportações e, obviamente, uma presença maior no comércio internacional. Esse saldo na balança comercial de quase 70 bilhões de dólares é o terceiro maior da história e ajudará, inclusive, a aumentar ainda mais as reservas internacionais do Brasil”, considerou.
Viana também afirmou que o crescimento do fluxo comercial brasileiro (5,7%) superou a média do comércio mundial, estimada em cerca de 2,4% pela Organização Mundial do Comércio (OMC), demonstrando resiliência em um ano marcado por desafios globais.
“Houve tarifas elevadas e, mesmo assim, o Brasil quebrou recordes. O mês de dezembro foi extraordinário, com um saldo de 9 bilhões de dólares na balança comercial”, destacou.
Recorde nas exportações brasileiras
Mais de 40 mercados bateram recordes na compra de produtos brasileiros ao longo de 2025, com destaque para países como Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.
Atingindo a marca de 500 mercados internacionais, o Brasil fortalece sua atividade exportadora, segundo o presidente da ApexBrasil
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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que, apesar de um cenário repleto de dificuldades geopolíticas, os resultados foram satisfatórios.
“O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo federal para aumentar a produtividade e competitividade de nossas empresas no exterior, especialmente com a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano”, ressaltou Alckmin.
Exportações por setor, produto e destino
No acumulado de 2025, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor, impulsionadas por um aumento de 6% em volume, atingindo um total de US$189 bilhões. Entre os principais produtos estão:
- Carne bovina: US$ 16,6 bi
- Carne suína: US$ 3,4 bi
- Alumina: US$ 3,4 bi
- Veículos automóveis para transporte de mercadorias: US$ 3,1 bi
- Caminhões: US$ 1,8 bi
A indústria extrativa apresentou crescimento de 8% no volume exportado, com embarques recordes de minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas). Os bens agropecuários tiveram alta de 3,4% em volume e 7,1% em valor.
Quanto aos principais destinos, as exportações para a China somaram US$100 bilhões, com crescimento de 6%. As vendas para a União Europeia aumentaram 3,2%.
Já as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, especialmente entre agosto e dezembro, devido às tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano.
Importações por setor e país de origem
No âmbito das importações, os bens de capital tiveram o maior aumento (23,7%), seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). Em contrapartida, as importações de combustíveis caíram 8,6%.
As importações provenientes da China cresceram 11,5%, dos Estados Unidos 11,3% e da União Europeia 6,4%. Por outro lado, as compras de produtos da Argentina tiveram redução de 4,7%.




