Cidades bilionárias: Brasil conta com 195 municípios com orçamento superior a R$ 1 bilhão; veja o ranking

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O Brasil possui 195 municípios com receita bilionária. Juntos, esses entes alcançaram mais de R$ 678 bilhões em arrecadação orçamentária em 2024, conforme dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (SICONFI).

Entre as unidades federativas, o estado de São Paulo se destaca com o maior volume de receitas arrecadadas pelos municípios, somando R$ 250,8 bilhões. Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro, com arrecadação superior a R$ 92 bilhões, e Minas Gerais, cujas cidades bilionárias totalizaram mais de R$ 53 bilhões.

Ranking dos 10 municípios com maiores receitas orçamentárias

  1. São Paulo (SP): R$ 109.711.891.708,12
  2. Rio de Janeiro (RJ): R$ 39.971.249.670,83
  3. Belo Horizonte (MG): R$ 19.290.095.592,66
  4. Salvador (BA): R$ 13.979.792.584,69
  5. Curitiba (PR): R$ 13.433.545.313,32
  6. Fortaleza (CE): R$ 13.267.414.881,82
  7. Manaus (AM): R$ 11.096.133.607,99
  8. Porto Alegre (RS): R$ 10.386.669.318,45
  9. Recife (PE): R$ 9.506.737.206,76
  10. Campinas (SP): R$ 9.177.638.154,29

O especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que os principais fatores que fazem uma cidade atingir esse nível de arrecadação estão ligados ao tamanho da população, além do crescimento econômico em setores como indústria e serviços.

“Fatores como industrialização, exploração de minérios e minerais em geral, petróleo, também contribuem para que uma cidade tenha uma receita elevada. Isso mostra que existe um grande abismo social entre os municípios brasileiros. Muitos municípios hoje não se sustentam com suas próprias economias e dependem quase exclusivamente dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios e da repartição de receitas dos estados”, observa.

“Essa disparidade revela que temos um número excessivo de municípios. Poderíamos ter menos em algumas regiões e até mais em outras. A questão é geográfica, pois temos muitos municípios, alguns dos quais não se sustentam com suas próprias economias”, acrescenta Lima.

Confira a lista completa dos 195 municípios com receita bilionária

 

 

Um levantamento recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que, em 2023, 25 municípios concentraram 34,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, indicador que representa a soma de bens e serviços produzidos no país. A liderança é de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Segundo o estudo, os cinco municípios com maiores retrações na participação do PIB nacional possuem economias fortemente vinculadas à exploração de petróleo. Maricá (RJ) registrou queda de 0,3 ponto percentual, enquanto Niterói (RJ) e Saquarema (RJ) tiveram redução de 0,2 ponto percentual cada. Já Ilhabela (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ) apresentaram diminuição de 0,1 ponto percentual.

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Na análise dos especialistas do IBGE, esse desempenho contribuiu para a desaceleração do processo de desconcentração econômica no país. A participação no PIB nacional dos 5.543 municípios que não são capitais caiu de 72,5% em 2022 para 71,7% em 2023. Por outro lado, as 27 capitais aumentaram sua participação de 27,5% para 28,3% no mesmo período.

O estudo também destaca que o desempenho positivo do setor de serviços foi fundamental para o crescimento da participação das capitais no PIB. O maior crescimento foi registrado em São Paulo (SP), com alta de 0,4 ponto percentual, chegando a 9,7% do PIB nacional. Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ) vêm na sequência, com avanços de 0,1 ponto percentual cada.

Na outra extremidade, o município com menor PIB per capita do país em 2023 foi Manari (PE), com R$ 7.201,70. Além disso, quatro dos cinco menores PIBs per capita ficam no estado do Maranhão:

  • Nina Rodrigues: R$ 7.701,32
  • Matões do Norte: R$ 7.722,89
  • Cajapió: R$ 8.079,74
  • São João Batista: R$ 8.246,12

Na outra ponta do ranking, Saquarema (RJ) liderou o PIB per capita do país, com R$ 722,4 mil por habitante. Entre as capitais, o maior valor foi registrado em Brasília (DF), com R$ 129,8 mil, cifra 2,41 vezes maior que a média nacional, estimada em R$ 53,9 mil.
 

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